Caso dos e-mails está a ser "muito mais grave do que o Apito Dourado"

Antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol comentou novamente a mais recente polémica do futebol português

Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) entre 1996 e 2011, afirmou esta quarta-feira que o caso dos e-mails, revelados pelo diretor de Comunicação e Informação do FC Porto, é "muito mais grave do que o Apito Dourado".

À TSF, Gilberto Madaíl disse que o atual presidente da FPF, Fernando Gomes, deve "assumir uma posição".

Em declarações ao DN há alguns dias, o ex-presidente da FPF disse que Fernando Gomes procurava aparecer "atrás do muro". Agora, afirmou que "nem aparece é à frente do muro".

"Fernando Gomes? Nem o tenho visto. Eu disse que ele estava atrás do muro, mas ele nem aparece é à frente do muro. Ele devia assumir uma posição porque, neste momento, ele tem todos os poderes. Mas não se determina nada porque nós sabemos que há afetações clubísticas", disse.

Continuou, dizendo que esta nova polémica "está a ser muito mais grave do que o Apito Dourado, até pela dimensão que está a tomar".

"[Apito Dourado] Foi resolvido pela justiça desportiva. Terminou com a descida de divisão do Boavista, e o meu amigo Valentim Loureiro nunca me perdoou, o castigo ao presidente do FC Porto e com a descida de divisão do Gil Vicente. Isto é uma bola de neve e se se deixar enrolar vai transformar-se num icebergue", acrescentou.

Madaíl defende ainda que quem possui informação deve torná-la pública. "Estes e-mails são muito estranhos. Acho que quem tem na sua posse documentos que possam revelar situações incorretas, além de os entregar ao Ministério Público e à FPF, deve revelá-los publicamente", disse também.

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