Campeonato de Futebol e Fórmula 1 sem público

Governo garantiu que as bancadas dos eventos desportivos vão continuar vazias... ao contrário do que disse o secretário de Estado do Desporto na quarta-feira.

As bancadas dos recintos desportivos vão continuar sem vida. A I Liga vai continuar sem público nos estádios até meio de maio. Já o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, previsto para 1 de maio, também não contará com adeptos. A garantia foi dada pelo Governo ao Expresso.

Com o campeonato de futebol a acabar no dia 19 de maio e a final da Taça de Portugal marcada para dia 23 de maio, o mais provável é que a época termine mesmo sem adeptos nas bancadas ao contrário do que admitiu esta quinta-feira o próprio secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, numa entrevista ao jornal a ABOLA.

A Liga Portugal tinha apresentado um plano para a retoma dos adeptos, mas vê assim negado o seu manifesto de intenções. Há dias Pedro Proença apontou ao dia 19 de abril como o dia do regresso dos adeptos ao futebol. "Olhamos para o futuro a acreditar que, em breve, a 19 de abril, poderemos ter os adeptos connosco nas bancadas! Visto que o desconfinamento previsto quer para eventos exteriores com lotação reduzida quer para a reabertura das salas de espetáculos, ocorrerá nessa data, estamos certos que esse será o momento para o regresso do calor dos cânticos, do conforto dos aplausos, do vibrar das emoções, daquele que ao longo deste difícil período nunca, por um único momento que fosse, deixamos cair no esquecimento: os nossos adeptos!", escreveu no Facebook.

Ainda há dias Pinto da Costa criticou o Governo de António Costa na gestão da pandemia que roubou os adeptos aos estádios.

O mesmo se aplica ao Grande Prémio de Fórmula 1, que se realiza em Portimão a 2 de maio. Ao contrário do que aconteceu no ano passado este ano a prova não será permitido público. No dia 5 de março, quando a FIA anunciou a pista algarvia no calendário mundial, o CEO do Autódromo, Paulo Pinheiro confessou acreditar que a corrida teria público.

Em outubro de 2020, quando a F1 regressou a Portugal após 24 anos de ausência, a Direção-Geral da Saúde não proibiu o público nas bancadas, mas ordenou a redução do número de espectadores de 38 mil para 27 500. As imagens das multidões, com milhares de adeptos que não respeitaram as regras sanitárias, como o distanciamento físico ou o uso de máscara correram mundo e geraram polémica.

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