A Bélgica vai novamente ao mundial rodeada de expectativa e ambição. Nos últimos quinze anos, os belgas transformaram-se numa presença regular entre as melhores seleções do futebol internacional, fruto de um trabalho profundo ao nível da formação e do desenvolvimento de jogadores. Apesar disso, a seleção continua sem conseguir conquistar um grande título internacional, algo que aumenta inevitavelmente a pressão sobre uma equipa que, durante muito tempo, foi apontada como uma das mais talentosas do futebol europeu.No Mundial de 2026, a Bélgica integra o Grupo G, onde terá pela frente Egito, Irão e Nova Zelândia. O grupo foi oficialmente confirmado após o sorteio final da FIFA e apresenta desafios muito distintos para os belgas. O Egito surge como o principal adversário na luta pelo primeiro lugar, graças à experiência competitiva e qualidade ofensiva da seleção africana. O Irão mantém a tradicional organização defensiva e intensidade física do futebol asiático, enquanto a Nova Zelândia procura aproveitar o estatuto menos pressionante para surpreender adversários teoricamente superiores. Apesar dessas dificuldades, a Bélgica entra como favorita à qualificação para os oitavos-de-final. A principal figura da seleção continua a ser Kevin De Bruyne. O médio belga mantém-se como uma das referências do futebol europeu e um dos jogadores mais influentes da sua geração. A visão de jogo, qualidade de passe e inteligência tática fazem dele o cérebro da equipa belga e uma peça fundamental na organização ofensiva. Ao lado de De Bruyne, a Bélgica continua a contar com jogadores de enorme qualidade, como Jérémy Doku, Loïs Openda, Amadou Onana e Charles De Ketelaere, representantes de uma nova geração que procura garantir continuidade competitiva à seleção.Historicamente, a Bélgica nunca conquistou um Campeonato do Mundo, mas alcançou o melhor resultado da sua história em 2018, quando terminou a competição no terceiro lugar após derrotar a Inglaterra. Essa campanha consolidou definitivamente o crescimento internacional da equipa e confirmou a qualidade de uma geração liderada por nomes como Eden Hazard, Romelu Lukaku, Thibaut Courtois e Kevin De Bruyne. Mesmo sem títulos, os belgas passaram a ser vistos como presença habitual entre as seleções mais fortes da Europa.O crescimento do futebol belga resulta de uma transformação estrutural iniciada há mais de duas décadas. O país investiu fortemente na modernização das academias, na formação técnica e na criação de uma identidade de jogo mais ofensiva e criativa. Esse trabalho permitiu à Bélgica produzir sucessivamente jogadores de elevado nível competitivo e competir de forma muito mais consistente em grandes torneios internacionais.Taticamente, a seleção belga privilegia um futebol ofensivo e tecnicamente evoluído. A equipa procura controlar os jogos através da posse de bola, mas também é extremamente perigosa em transições rápidas, aproveitando a velocidade dos seus jogadores ofensivos. A mobilidade no ataque e a criatividade individual continuam a ser algumas das principais armas da equipa.O Mundial de 2026 poderá representar uma das últimas grandes oportunidades para vários jogadores experientes da seleção belga competirem ao mais alto nível internacional. A pressão é elevada, sobretudo devido às expectativas criadas ao longo dos últimos anos, mas a Bélgica continua a possuir talento suficiente para discutir os lugares mais importantes da competição e tentar alcançar finalmente o sucesso que tantas vezes pareceu próximo.