A seleção nacional vai ter a honra de reinaugurar, nesta próxima madrugada de domingo (02h00), 29 de março, o histórico Estádio Azteca, na Cidade do México. O jogo entre as seleções mexicana e portuguesa é mais um marco deste imponente recinto conhecido também como Colosso de Santa Úrsula, que nos seus primeiros tempos tinha capacidade para mais de 131 mil pessoas, mas que agora pode receber 87 mil espectadores, depois das obras de remodelação iniciadas em maio de 2024 e agora concluídas para receber, pela terceira vez, jogos de um Mundial de futebol.Agora com o naming de Estádo Banorte, o Azteca foi inaugurado a 29 de maio de 1966 com um jogo entre os mexicanos do América e os italianos do Torino. Mas este majestoso recinto tornou-se célebre por ter acolhido as finais dos Campeonatos do Mundo de 1970 e 1986, nas quais foram coroados dois dos maiores reis da história do futebol: Pelé e Maradona.A 21 de junho de 1970, o Brasil venceu Itália por 4-1, numa das melhores finais de sempre, na qual Pelé conquistou o seu terceiro título mundial e se despediu da principal competição de seleções. Edson Arantes do Nascimento fez o primeiro golo da partida e lançou os brasileiros para uma exibição de sonho.16 anos depois, o Azteca abriu as portas ao fenómeno Maradona, que deixou uma marca inesquecível num célebre jogo com a Inglaterra, dos quartos de final do Mundial 86, quando fez um golo com a famosa “mão de Deus” e, quatro minutos depois, fintou mais de metade da seleção inglesa para marcar aquele que muitos chamam de “golo do século”. Maradona voltaria a bisar com a Bélgica, nas meias-finais, para depois ser coroado na final com a Alemanha, num jogo em que decidiu com um toque de classe para o golo de Burruchaga aos 84 minutos, que estabeleceu o resultado final em 3-2.Desde esse dia 29 de junho de 1986 passaram quase 40 anos e o Azteca prepara-se para ganhar nova vida, com nova cobertura, bancadas remodeladas, um relvado de última geração, modernos sistemas de iluminação e som, além de melhorias significativas nos acessos e nos transportes. Eram poucos que acreditavam que tudo estaria pronto a tempo, mas o novo Azteca abre portas com a esperança em voltar a marcar a história nos cinco jogos que vai receber no Mundial 2026.