Após a conclusão da etapa entre Alpiarça e Lisboa, o belga Anton Houbrechts confirmou o triunfo final na 30.ª edição da Volta a Portugal, tornando-se o primeiro corredor estrangeiro a conseguir o feito. Entre as recompensas, esteve um cumprimento da “simpática artista Natalina José”.
Após a conclusão da etapa entre Alpiarça e Lisboa, o belga Anton Houbrechts confirmou o triunfo final na 30.ª edição da Volta a Portugal, tornando-se o primeiro corredor estrangeiro a conseguir o feito. Entre as recompensas, esteve um cumprimento da “simpática artista Natalina José”.Arquivo DN

1967. O triunfo histórico, o beijo da artista e uma despedida em glória

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A edição da Volta a Portugal em ciclismo de 1967 entrou na história, não apenas por celebrar um número redondo na competição (a 30.ª prova) mas, principalmente, por pela primeira vez ter sido um corredor estrangeiro a obter o triunfo final. O autor da proeza foi o belga Anton Houbrechts, da equipa Flandria, que cumpriu todas as etapas da prova em 62 horas, 40 minutos e 14 segundos, numa extensão de 2363 quilómetros pelas estradas de Portugal, de Norte a Sul.

A reportagem do DN, ao volante de um Opel Rekord, seguiu todas as movimentações na caravana, naquele mês de agosto de 1967. A prova teria o seu epílogo no Estádio de Alvalade e aos olhos do repórter não escaparam dois pormenores: o cumprimento da artista Natalina José ao vencedor, com um beijo no rosto que lhe arrancou um enorme sorriso, e a forma como o pelotão se foi organizando de modo a permitir que fosse Jorge Corvo a vencer a etapa, no dia em que este se despedia da modalidade, após participar em 10 Voltas a Portugal, tendo por três vezes terminado no 2.º lugar da geral.

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