Beatriz Maia numa atuação do Opera Fest
Beatriz Maia numa atuação do Opera FestDiana Tinoco / MPMP

Soprano portuguesa entre os oito finalistas do Cascais Ópera

Beatriz Maia vai subir ao palco domingo com outros sete cantores, três deles da Coreia do Sul. Concorrem também uma chinesa, um croata, um sérvio e uma italiana.
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Dizia há dias, Sergei Leiferkus, em entrevista ao DN: "estamos a falar da geração jovem, de jovens cantores que se estão a esforçar. Querem envolver-se com a ópera aqui em Portugal. Esta é uma oportunidade. Não é apenas uma competição, não deve ser vista apenas como uma competição internacional. Na realidade, o principal objetivo do Cascais Ópera é criar uma nova geração de cantores portugueses. E está a acontecer". A confirmar as palavras do diretor artístico do concurso internacional de canto, entre os oito finalistas que às 18 horas de domingo, 7 de junho, estarão a mostrar o seu valor em Lisboa, no auditório da Fundação Gulbenkian, consta a portuguesa Beatriz Maia.

A soprano portuguesa interpretará "Caro nome", da ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi, e "Salut à la France", de La fille du régiment, de Gaetano Donizetti, segundo um comunicado do Cascais Ópera a anunciar os finalistas. Também presentes na Gulbenkian domingo estarão a mezzo-soprano italiana Arianna Manganello, a soprano sul-coreana Seonwoo Lee, o barítono sul-coreano Junyoung Choi, a soprano chinesa Wu Tongyu, a soprano sul-coreana Nuri Park, o tenor croata Tomislav Jukic e o barítono sérvio Ljubomir Milanovic.

Na final, com os cantores acompanhados pela Orquestra Sinfónica de Cascais, sob direção do maestro Antonio Pirolli, ouvir-se-ão árias célebres de óperas de Mozart, Verdi, Puccini, Donizetti, Massenet, Tchaikovsky, Beethoven e Wagner. 

Os oito finalistas do Cascais Ópera. Beatriz Maia é a segunda a contar da esquerda, em cima.
Os oito finalistas do Cascais Ópera. Beatriz Maia é a segunda a contar da esquerda, em cima.

A competição, que vai na terceira edição, contou em 2026 com 499 candidaturas, de 59 países. Entre os 41 selecionados estavam três portugueses. Leiferkus, barítono russo que vive em Portugal, é presidente do júri, além de diretor artístico conjuntamente com o pianista Adriano Jordão. Os dois, com Alexandra Maurício, diretora executiva do Cascais Ópera, são os apaixonados por música clássica que criaram este concurso internacional.

Na final, além de prémios monetários, há contratos e convites artísticos que podem mudar a carreira dos concorrentes. Na entrevista ao DN, Leiferkus relembrou, entre outros galardoados portugueses e estrangeiros, "Teresa Sales Rebordão, finalista da 1.ª edição, que atualmente integra o Estúdio de Ópera da Vienna Staatsoper, um programa de dois anos dedicado ao acompanhamento e desenvolvimento de jovens talentos vocais de exceção, tendo sido convidada para audição após a sua participação no Cascais Ópera".

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