Exclusivo Santa Casa Alfama, o fado está de volta a casa

Depois de no ano anterior se ter realizado numa "versão adaptada" aos tempos de pandemia, o Santa Casa Alfama está de regresso ao seu formato habitual, com concertos espalhados por alguns dos locais mais icónicos do popular bairro lisboeta.

Os santos populares já lá vão há muito, mas desde 2013 que o popular bairro de Alfama vive uma espécie de segundo Santo António em pleno outono. A razão da romaria é no entanto outra e dá pelo nome de fado, um estilo musical que terá nascido aqui mesmo, algures por estas ruas, de onde saiu para se tornar em património da humanidade. Não haverá, portanto, melhor lugar para o celebrar, tal como é objetivo deste festival, o único dedicado em exclusivo ao fado, que se volta a desdobrar, ao longo de dois dias, por alguns dos locais mais simbólicos e conhecidos de Alfama, depois de no ano passado se ter realizado em versão pandémica, com menos público, menos palcos e todos ao ar livre. Ao todo serão dez os palcos em funcionamento, situados em locais tão icónicos como o Museu do fado, o Largo do Chafariz de Dentro, o Grupo Sportivo Adicense, as igrejas de Santo Estêvão e de São Miguel, a Sociedade Boa União, o Largo de São Miguel, o Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, o Auditório Abreu Advogados ou o Terminal de Cruzeiros de Lisboa. "É o regresso possível, pois o público vai estar sentado, com máscara e para ingressar no festival é necessário apresentar certificado de vacinação ou um teste negativo, mas já em um passo importante nesse caminho em direção à normalidade", afirma ao DN Luís Montez, da Música no Coração, a empresa que organiza o festival. E para esta edição, apesar da lotação estar a 75 por cento do habitual, "as vendas de bilhetes até estão melhores que no ano passado". Percebe-se porquê, pois o cartaz, como habitualmente, é de luxo, com quase quatro dezenas de artistas, entre veteranos, consagrados e emergentes. "Quando começámos diziam que o fado era um mercado só para velhinhos e afinal temos provado o contrário", sublinha o promotor.

"Quando começámos diziam que o fado era um mercado só para velhinhos e afinal temos provado o contrário", Luís Montez, Promotor do festival

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