Rei da Noite reage à Batalha de Winterfell

(Este artigo contém spoilers) O episódio três, da oitava e última temporada da Guerra dos Tronos ficou marcado pela personagem interpretada por Vladimir Furdik.

A guerra entre os vivos e os mortos-vivos tem sido um dos temas mais polémicos da série Guerra dos Tronos. Antes da batalha entre Daenerys e Jon Snow contra Cersei Lannister pelo trono foi necessário enfrentar os mortos e assegurar o futuro da humanidade. Muitas eram as teorias sobre este episódio e se realmente o Norte iria conseguir sobreviver ao Rei da Noite, aos Caminhantes Brancos e aos milhares de mortos-vivos que tentavam invadir a Casa Stark.

Os últimos minutos do episódio foram reservados para um dos encontros mais esperados da série: o do Rei da Noite com Bran. Quando o Rei da Noite se preparava para matar Bran, o Corvo de Três Olhos e apagar toda a memória da humanidade, Arya ataca-o de surpresa e mata-o com a adaga que Mindinho utilizou na primeira temporada para tentar acabar com a vida de Bran, matando assim todo o exército de mortos vivos e salvando Winterfell.

Vladimir Furdik, o homem por trás de uma das personagens mais temíveis e misteriosas de Guerra dos Tronos reagiu pela primeira vez à sua morte no ecrã. Apesar de não ter dado os primeiros passos como Rei da Noite, Furdik teve a oportunidade de dar os últimos. Como um dos duplos da série, estreou-se como Caminhante Branco - o mesmo que Jon Snow matou com aço valeriano - e passou depois a Rei da Noite, na temporada 6, para substituir Richard Brake.

O Rei da Noite confessou ao Hollywood Reporter (HR) que filmar a cena em que é morto por Arya Stark (Maisie Williams) foi "um dia e uma noite muito emocionantes. Foi muito forte. Gastei toda a minha energia nessa cena e ela também. Não foi um dia fácil, esta a chover e frio". Para fazer aquele momento final que dura apenas alguns segundos, foram precisas 15 repetições, pelo menos.

Quando questionado sobre o final da sua personagem, Furdik diz não considerar importante o final do rei da Noite e que apenas seguiu as indicações dadas pelo diretor e escritores. "Faço parte da equipa de duplos, não tenho muito tempo para pensar em ser o rei da Noite. Tenho que fazer muitas lutas", confessa.

Apesar de o final não ser muito importante, Furdik, que também ensaia as lutas com os atores, admite que a gravação das cenas da temporada final foi um dos "trabalhos mais difíceis da minha vida", contou ao HR. "Foi necessário realizar reuniões individuais com os atores individualmente e discutir com cada um as suas batalhas: Jorah (Iain Glen), Daenerys (Emilia Clarke) e indicar-lhes o que deveriam fazer. Para cada batalha preparamos todos os movimentos de forma exata. Cada morte e cada movimento que eles fizeram foram preparados ao longo de semanas e semanas, horas e horas. Nós estávamos tão ocupados. Cada movimento que acontece não acontece apenas porque sim, acontece porque nós o preparamos. Cada salto - tudo".

Além das brincadeiras habituais com a sua personagem, o ator aproveitou a sua conta de Instagram para partilhar algumas fotografias com Williams por trás das câmaras, em que estes se mostram sorridentes e amigos.

Furdik diz ter sido difícil fingir que magoava Williams. "Na cena em que eu tenho que segurá-la pela mandíbula e ela parece estar a morrer, foi necessário gastar muita energia. Foi muito difícil. Nós somos bons amigos", acrescentando que qualquer movimento errado poderia resultar numa lesão. "Quando a agarrei pelo queixo não foi fácil - a nível prático -. Se fizesse um movimento errado ela poderia magoar-se. Não foi um dia fácil".

Questionado sobre o que lhe vai deixar mais saudades, Furdik admite ser as pessoas que o ajudaram a ser o Rei da Noite. "Foi o departamento de maquilhagem e de guarda-roupa que me ajudou a ser o homem que estava em frente à câmara", diz confessando que eram necessárias entre 25 a 30 pessoas para conseguir o efeito final da personagem.

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