Exclusivo Para não nos esquecermos de Honoré de Balzac

Xavier Giannoli apostou em recuperar um certo cinema "literário" francês, evitando os seus lugares-comuns: Ilusões Perdidas é uma sugestiva revisitação do universo de Balzac, centrada numa excelente interpretação do jovem Benjamin Voisin.

Perante a estreia de Ilusões Perdidas, o filme de Xavier Giannoli baseado em Honoré de Balzac (esteve na secção competitiva do último Festival de Veneza), reencontramos uma pergunta que tem tanto de objetivo como de irónico: que é feito do cinema "literário" francês?

A pergunta impõe o uso das aspas, quanto mais não seja porque a moda de rotular, acusando, a produção francesa como "dependente" da literatura é tão velha como a Nova Vaga, já lá vai mais de meio século. A esse propósito, importa não esquecer que, nos anos 60, se havia alguma unidade estética nos trabalhos de cineastas como Jean-Luc Godard, François Truffaut ou Eric Rohmer, essa unidade decorria da clara demarcação de um modo de produção tradicional que, precisamente, encarava os modelos literários como fonte de eleição dos filmes, no limite funcionando como princípio de legitimação artística.

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