Com um design expositivo que propõe diferentes modos de dar a ver a arte, Histórias de uma Coleção. Arte Moderna e Contemporânea do CAM contempla novas narrativas e interpretações, reunindo cerca de duas centenas de obras, abrangendo diferentes épocas, geografias e práticas artísticas. Estarão expostas, entre outras, peças de artistas nacionais e estrangeiros como Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Amadeo de Souza-Cardoso, Ana Jotta, Ana Vieira, David Hockney, Fernão Cruz, Francisco Tropa, Helena Almeida, Joana Vasconcelos, José de Almada Negreiros, Ofélia Marques, Luisa Cunha, Malangatana, Maria Helena Vieira da Silva, Mónica de Miranda, Nuno Cera, Patrícia Garrido, Paula Rego, Rosângela Rennó, Rui Chafes e Susanne Themlitz..A exposição marca os momentos-chave da constituição da coleção do CAM e é acompanhada de um catálogo com ensaios inéditos das quatro curadoras da exposição: Ana Vasconcelos, Leonor Nazaré, Patrícias Rosas e Rita Fabiana, da arquiteta da exposição, Rita Albergaria, bem como um ensaio da curadora independente Antonia Gaeta..A Fundação Calouste Gulbenkian adquiriu as primeiras obras de arte moderna no final dos anos de 1950, com o objetivo de as exibir em exposições temporárias itinerantes organizadas pela instituição. Logo após a sua criação, em 1956, a Fundação foi também adquirindo obras aos seus bolseiros, no âmbito da sua política de apoio aos artistas. Assim viriam a ser incorporados nomes fundamentais no panorama artístico nacional e internacional, como Amadeo de Souza-Cardoso, José de Almada Negreiros, Maria Helena Vieira da Silva e Paula Rego, entre outros. Entre 1960 e 1965 a Fundação adquiriu também um grande número de obras de arte britânica, incluindo nomes tão relevantes como David Hockney, Bridget Riley ou Peter Blake. O Centro de Arte Moderna inauguraria a 20 de julho de 1983. Neste momento, está fechado para remodelação, prevendo-se a sua reabertura no próximo ano.