Olivia Colman. "Se alguém não gostar do tamanho do meu rabo que se f***"

Aos 45 anos, a atriz britânica mostra-se confiante com a sua imagem, o que nem sempre aconteceu, confessou à Vogue britânica, a revista de moda de que é capa na edição deste mês.

"Se alguém não gostar do tamanho do meu rabo que se f*da", diz a vencedora do Óscar de Melhor Atriz com o filme A Favorita (2019), Olivia Colman, em entrevista à revista Vogue britânica. A atriz, que interpreta a rainha Isabel II na próxima temporada da série e The Crown, fala sobre a importância de se sentir bem com o seu corpo e sobre envelhecer no cinema.

Olivia Colman, 45 anos, confessa que nem sempre se sentiu tão bem com as formas do seu corpo, principalmente, na fase da adolescência, mas que hoje já não pensa assim. "Procuro fotos minhas de quando era adolescente e acho-me linda. Mas na altura não sentia isso" admite.

"Se alguém não gostar do tamanho do meu rabo que se f***. Porque eu sou uma pessoa muito porreira para se estar, na verdade", conclui.

A atriz britânica criticou ainda a exclusão do grande ecrã de atores à medida que este vão envelhecendo. "É preciso ter sorte para continuar a trabalhar. Muitos atores melhores do que eu não estão", disse, demonstrando-se ainda satisfeita por ter começado a trabalhar mais tarde.

Na terceira temporada de The Crown, que tem estreia marcada para 17 de novembro na plataforma de streaming Netflix, Olivia Colman vai substituir Claire Foy no papel da rainha Isabel II. Nos novos episódios, a ação da série passar-se-á entre 1964 e 1970.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.

Premium

Marisa Matias

A invasão ainda não acabou

Há uma semana fomos confrontados com a invasão de territórios curdos no norte da Síria por parte de forças militares turcas. Os Estados Unidos retiraram as suas tropas, na sequência da inenarrável declaração de Trump sobre a falta de apoio dos curdos na Normandia, e as populações de Rojava viram-se, uma vez mais, sob ataque. As tentativas sucessivas de genocídio e de eliminação cultural do povo curdo por parte da Turquia não é, infelizmente, uma novidade, mas não é por repetir-se que se deve naturalizar e abandonar as nossas preocupações.