Exclusivo O sagrado e o profano. Os 50 anos de Jesus Christ Superstar

Na história da Broadway, Jesus Christ Superstar é uma referência incontornável, com raízes na "contracultura" dos anos 1960 - o musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice está à beira de celebrar o seu 50.º aniversário.

A história de Jesus Christ Superstar é quase sempre contada a partir do filme com esse título lançado em 1973. Na verdade, tudo começou um pouco antes, não em cinema, mas no universo dos discos, com um LP lançado em 1970. Seja como for, para deslindarmos o trajeto do vinil até chegarmos ao fenómeno das salas escuras, é preciso passar pelos palcos: o musical Jesus Christ Superstar estreou-se há meio século (mais precisamente, a 12 de outubro de 1971) no Mark Hellinger Theatre, em Manhattan, sala já na altura lendária pelo facto de ter acolhido as primeiras temporadas de My Fair Lady (entre 1956 e 1962).

A história é tanto mais paradoxal quanto a edição em disco, colocada nas lojas a 27 de outubro de 1970, surgiu, não a pensar no palco, mas porque... não havia palco. De facto, Jesus Christ Superstar foi, antes de tudo o mais, concebido como um espetáculo musical. Deparando com inesperadas dificuldades para concretizar o seu projeto, os autores - Andrew Lloyd Webber (música) e Tim Rice (letra) - decidiram editá-lo em disco e... esperar para ver. Na prática, o sucesso do álbum acelerou o processo de chegada à Broadway, mantendo-se em cartaz até 1973, num total de 711 representações; a estreia no West End de Londres ocorreu em 1972.

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