Exclusivo "O planeta inteiro está em águas de bacalhau há quase dois anos"

Em Águas de Bacalhau, patente no Taguspark, é o nome da nova exposição do fotógrafo português Vasco Pinhol. Numa entrevista por telefone, o autor, que vive na Noruega, contou a razão da escolha do bacalhau para as fotos.

Porquê Em Águas de Bacalhau?
A exposição, originalmente, tinha um nome diferente, era uma parvoíce qualquer, não tinha piada. E muito rapidamente o nome passou para Em Águas de Bacalhau por razões óbvias, o planeta inteiro está em águas de bacalhau há quase dois anos.

Porquê o bacalhau? Por estar ligado à cultura portuguesa ou porque é um peixe interessante de fotografar?
Sim. Porque sou português e porque, eu pelo menos, não fazia a mínima ideia de como era um bacalhau, pensei que era achatado e sem cabeça. Onde fotografei, aqui na Noruega, em relação ao mundo inteiro, é o único sítio onde é possível pescar bacalhau nesta altura do ano, devido às temperaturas. Para esta exposição editei fotografias mais impressionistas, ou seja, que mostram o que eu estava a sentir, e não necessariamente o que se está a ver, com a adição de mostrar às pessoas como é um bacalhau real num sítio em que a pesca é mais tradicional, sustentável e com as componentes que cada vez menos a pesca tem.

O que descobriu com este tipo de fotografia aquática?
Comecei a fotografar dentro de água com 12 anos talvez, e desde 2011 que faço fotografia profissionalmente, e antes estava ligado à medicina. Quando se vê uma fotografia da pedra da Lua, o valor é contextual, ou seja, se não se souber o que é, não tem valor nenhum. Se existissem viagens à Lua e toda a gente pudesse ir, ao fim da milionésima fotografia da lua as pessoas já tinham que começar a fotografar uma coisa qualquer. Ou pelo menos fotografar a pedra de outra maneira, e é aí que se dá o passo para fotografar não aquilo que se vê mas aquilo que se sente.

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