Exclusivo O mundo (não) é a preto e branco

O prémio para Erik Messerschmidt, pela fotografia de Mank, fica para a história como o principal dos Óscares "secundários".

O Óscar de melhor fotografia para Erik Messerschmidt, pelo filme Mank, distingue aquele que é, por certo, um dos mais prodigiosos trabalhos de imagem que o cinema gerou neste século XXI. Trata-se de uma proeza tanto mais admirável quanto resolve uma insólita "quadratura da círculo": a recriação de um look ligado às películas e ao cinema de Hollywood das décadas de 30/40 - revisitando os bastidores de O Mundo a Seus Pés, o clássico de Orson Welles estreado em 1941 -, utilizando agora algumas das mais modernas e sofisticadas câmaras digitais (RED).

Com um pormenor que quem viu o filme não poderá deixar de valorizar: a direção fotográfica de Messerschmidt tem como pressuposto criativo e simbólico o "reencontro", precisamente, com o visual de O Mundo a Seus Pés. Entenda-se: através de imagens a preto e branco.

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