Morreu Luciano Barbosa, vocalista dos Repórter Estrábico

O músico de 60 anos morreu na quinta-feira.

Morreu Luciano Barbosa, o vocalista da banda Repórter Estrábico, de 60 anos.

De acordo com o jornal Público, o músico morreu na quinta-feira à noite e a cerimónia fúnebre realizou-se este domingo de manhã. As razões da morte não são conhecidas.

Os Repórter Estrábico são uma banda de pop-rock eletrónico formada em 1985, no Porto, e da qual, nessa primeira fase chegou a fazer o pintor e performer António Laio. Os outros elementos, além de Luciano Barbosa, eram José Ferrão e Anselmo Canha. Lançaram o primeiro álbum em 1991, com o título Uno Dos. A que seguiram mais quatro álbuns e um EP. O último álbum de Repórter Estrábico, Eurovisão, foi lançado em 2004.

Nascido em Londres e radicado no Porto, Luciano Barbosa (que, na verdade se chamava Gonçalo Vaz) era, com a sua voz e o seu carisma, o líder do grupo que tornou populares temas como Lolita, Biltre ou John Wayne.

Em 2017, os quatro elementos, Luciano Barbosa, Anselmo Canha, Paulo Lopes e Manuel Ribeiro, tinham voltado aos concertos após 10 anos de pausa. "É isso que nos move, é estarmos em palco, gostamos da nossa proximidade, os palcos pequenos são bons por isso, e queremos consegui-lo junto do público também, é muito importante. Às vezes, é difícil controlar a emoção que o dar e o receber provoca", explicou na altura à Lusa o vocalista.

Para os elementos da banda, regressar foi "muito fácil", por serem "muito amigos" e terem conseguido criar "um som muito próprio", sendo que os principais problemas se prenderam com a atualização de ficheiros informáticos obsoletos para recuperar as gravações antigas. Haveriam de lançar ainda um single, Separa o Lixo, em 2018.

"Gostaria de pensar que somos intemporais. Há bandas que andam toda a vida à procura do próprio som, e acho que nós encontrámo-lo logo, e temo-lo mantido e melhorado", disse então Luciano Barbosa. "A mãe da criação é a necessidade. Tem que se falar destas coisas, calar-nos e consentir é que nunca. Vamos continuar, porque a conjuntura complicada continua, e nunca é demais uma pessoa chamar a atenção no que está mal nos alicerces", apontou.

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