Morreu Eva Marie Saint, uma das mais memoráveis "loiras hitchcockianas" da história do cinema
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Morreu Eva Marie Saint, uma das mais memoráveis "loiras hitchcockianas" da história do cinema

Estreou-se no cinema ocorreu em 1954 com Há Lodo no Cais (On the Waterfront), filme realizado por Elia Kazan e protagonizado por Marlon Brando, que lhe valeu o Óscar de Melhor Atriz Secundária.
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A atriz norte-americana Eva Marie Saint, que desafiou o arquétipo da protagonista dos filmes de Alfred Hitchcock e se tornou ícone da era dourada de Hollywood, morreu terça-feira, 6 de outubro, aos 102 anos, noticiou a imprensa local.

Saint morreu de causas naturais na sua casa em Los Angeles, segundo informou o jornal Los Angeles Times.

Nascida a 04 de julho de 1924 em New Jersey, Saint cresceu em Nova Iorque e formou-se como atriz na Universidade Estadual de Bowling Green, em Ohio.

A sua carreira profissional começou na televisão em 1946 e a sua estreia no cinema ocorreu em 1954 com Há Lodo no Cais (On the Waterfront), filme realizado por Elia Kazan e protagonizado por Marlon Brando, que lhe valeu o Óscar de Melhor Atriz Secundária.

Saint recebeu a estatueta das mãos de Frank Sinatra, dois dias antes de dar à luz o primeiro dos seus dois filhos. "É possível que acabe por ter o bebé aqui mesmo!", gracejou durante o seu discurso de agradecimento.

Mais tarde, Saint quebrou o padrão das loiras inocentes na filmografia de Hitchcock ao interpretar Eve Kendall, uma sedutora agente secreta, no filme Intriga Internacional (North by Northwest).

O seu trabalho neste filme consagrou-a como uma das mais memoráveis "loiras hitchcockianas" da história do cinema.

A atriz trabalhou ainda ao lado de galãs da época e de lendas de Hollywood, como Paul Newman em Exodus (1960) e Gregory Peck em Emboscada na Sombra (The Stalking Moon, 1969). Explorou a comédia, com The Russians Are Coming, e os dramas históricos, em Raintree County.

Saint casou-se em 1951 com o produtor e realizador de televisão Jeffrey Hayden, com quem teve dois filhos e se manteve casada até à sua morte, em 2016.

A atriz afastou-se dos holofotes para criar a família, mas manteve uma carreira intermitente no cinema e na televisão.

Declarou que não tinha qualquer interesse em levar a vida de estrelato, razão pela qual recusou projetos que poderiam ter mantido a sua carreira no auge.

A sua prestação televisiva manteve-se mais constante com participações em séries como Modelo e Detetive (Moonlighting, 1985), na qual teve um papel recorrente como mãe de Cybill Shepherd, tendo também ganho um prémio Emmy por People Like Us (1990).

Entre as suas últimas participações no cinema, destacam-se Super-Homem: O Regresso (2006), no qual interpretou a mãe adotiva de Clark Kent, e Mariette in Ecstasy (2019).

Emprestou ainda a sua voz à série de animação The Legend of Korra (2012) e participou nos podcasts Radio Play Revival (2022) e The Pack Podcast (2020).

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