Morreu Calane da Silva, multifacetado intelectual moçambicano. Tinha covid-19

Tinha 76 anos.

Calane da Silva, jornalista, escritor, docente universitário e declamador moçambicano morreu hoje aos 76 anos, vítima de complicações de saúde associadas à covid-19, disse à Lusa fonte próxima do malogrado.

Calane da Silva morreu após alguns dias de internamento num hospital em Maputo, na sequência de um mal estar cuja causa se confirmou estar relacionada com uma infeção pelo novo coronavírus.

Natural na ex-Lourenço Marques, atual Maputo, Calane da Silva era um dos intelectuais mais multifacetados de Moçambique, tendo-se destacado no jornalismo escrito e de televisão, na literatura e na docência.

Trabalhou na delegação da Lusa em Maputo, na Televisão Experimental de Moçambique, atual TVM (onde chegou a diretor de informação e administrador), no diário Notícias e ainda no semanário Domingo, também da capital moçambicana.

Lecionou na Escola de Jornalismo de Maputo, Escola Portuguesa de Moçambique e na Universidade Pedagógica de Moçambique.

Ocupou ainda o cargo de diretor do Centro Cultural Brasil - Moçambique.

Publicou várias obras literárias, nomeadamente em prosa e poesia, bem como trabalhos científicos na área em que tinha doutoramento - Linguística Portuguesa, no ramo de Lexicologia.

Grande cultor da língua portuguesa, ​​​​​​​Calane da Silva era muito crítico do que classificava como "maus tratos" de que o português sofre em Moçambique, principalmente na escrita jornalística.

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