Agosto é sinónimo de música jazz na Fundação Calouste Gulbenkian e este ano não é exceção. A 42.ª edição do Jazz em Agosto arranca esta sexta-feira, 31 de julho, com uma programação definida por Rui Neves, diretor artístico, que inclui 14 concertos, a maioria, nove, no anfiteatro ao ar livre, "dirigidos a um público mais alargado", diz a Gulbenkian em comunicado.Hoje, na abertura, a música de Joachim Kühn será apresentada no Grande Auditório - será o único espetáculo naquela sala. "É um piano solo de uma figura histórica da inovação do jazz, Joachim Kühn, hoje com 82 anos, contudo sempre enérgico e surpreendente no estilo que o identifica. O interesse em ouvir, agora, este músico na plenitude da sua contribuição ao jazz provém da raridade dos seus concertos solo por sua própria imposição", sublinha a instituição que organiza todos os anos o Jazz em Agosto.Amanhã, sábado 1 de agosto, passarão pela Gulbenkian o duo português David Maranha (órgão elétrico) e Rodrigo Amado (saxofone tenor), o quarteto Canyon, com a pianista Sylvie Courvoisier, o violoncelista Lester St. Louis, o contrabaixista Joe Morris e o baterista Jerome Deupree (este último foi um dos membros originais da banda rock Morphine).No domingo, a voz de Fred Moten junta-se ao contrabaixo de Brandon Lopez - "um dos contrabaixistas mais relevantes da atualidade", destaca a Gulbenkian -, e apresenta-se também o quarteto nova-iorquino Shardik.Ao longo da semana será possível ouvir Lisbon Underground Music Ensemble (LUME), o quarteto francês Bonbon Flamme (que inclui o guitarrista português Luís Lopes), o grupo The Sleep of Reason Produces Monsters (TSORPM), o projeto Shimmer Wince em quinteto dirigido por Anna Webber - "uma das mais reconhecidas saxofonistas e compositoras da atualidade", aponta a Gulbenkian -, e o projeto Clone Row, do vibrafonista americano Ches Smith com os guitarristas Mary Halvorson e Liberty Ellman e o contrabaixista Nick Dunston.O fim de semana de 8 e 9 de agosto serão os últimos dias do festival, e haverá quatro concertos. No sábado, o pianista inglês Pat Thomas atua a solo e o baterista americano Tomas Fujiwara apresenta o projeto Dream Up. No domingo, sobem ao palco os Chicago Underground Duo do trompetista Rob Mazurek e baterista Chad Taylor, e o grupo SML (Small-Medium-Large) dirigido pela baixista elétrica australiana Anna Butterss.Veja toda a programação aqui. .O que há de bom. Fim de semana em Lisboa tem jazz, novo espaço de roda de samba e música amazônica.Museu Calouste Gulbenkian reabre e recupera o espírito do projeto original