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Joana Vasconcelos

"Os homens morrem do coração porque lhes é dito que sentir é mau"

Foi a primeira a expor no Guggenheim. Agora a sua exposição "I'm Your Mirror" estará em Serralves. Uma conversa sobre a sua obra, o feminismo e os portugueses.

"Olá Joana", "Joana, já aqui estás?", "Joana, olha." Joana, Joana, Joana. Não há lugar do Museu de Serralves onde não a chamem. De repente, Joana Vasconcelos oferece, inadvertidamente, um retrato de si mesma. Está numa ampla sala a cantar La Vie en Rose enquanto vai passando plástico transparente em torno daquelas centenas de espelhos que formam a monumental obra I'mYour Mirror. Aquela enorme máscara veneziana está ali para nos dizer que, na verdade, as máscaras já não existem, caíram todas. Ela está ali.

A obra é ela, ela é a obra, e a vida, se tem cor, é rosa.

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Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.