Nova Batida, "música com substância" para dançar noite fora

Lisboa recebe, a partir desta sexta-feira e até domingo, a primeira edição deste festival, dedicado às várias vertentes da música de dança. Os suecos Little Dragon, os ingleses Mount Kimbie e o nigeriano Seun Kuti, filho do lendário Fela Kuti, são alguns dos nomes confirmados

É "declaração de amor à cidade", assume Rob Waller ao DN, para apresentar o Nova Batida, um festival dedicado às franjas mais alternativas da música eletrónica e de dança, "mas não só", que arranca esta sexta-feira em Alcântara, na LX Factory e no Village Underground. Há muito que este inglês, responsável pela produtora SoundCrash (promotora de alguns dos mais badalados eventos de música eletrónica no Reino Unido) e diretor do festival Soundwave, que se realiza anualmente na Croácia, ficou "apaixonado por Lisboa", especialmente "pela cena musical" da capital portuguesa. "Vive-se atualmente um momento de genesis musical em Lisboa, feito por gente local, mas também por pessoas, vindas de Londres ou de Berlim, que nos últimos anos se mudaram para cá, exatamente por causa dessa fervilhante cultura urbana", refere Rob. É exatamente esse clima que o Nova Batida pretende retratar, trazendo até Lisboa um verdadeiro cartaz de luxo, composto por alguns nomes grandes das novas sonoridades urbanas, mas também por artistas emergentes, nacionais e estrangeiros, dos mais diversos géneros musicais, com especial predominância para o hip-hop e a eletrónica.

"Portugal tem uma cena de festivais de música muito forte e não fazia sentido vir para cá com um produto parecido ao que já se faz", analisa o promotor. Define por isso este Nova Batida como "um boutique festival, pensado para um público que gosta de música com substância". Mas também de dançar, pois parece ser esse o elo comum que liga propostas tão diferentes como a pop eletrónica dos ingleses Mount Kimbie ou Maribou State, o hip-hop do americano Mndsgn ou exóticas batidas do produtor japonês Anchorsong, só para citar alguns dos artistas presentes neste primeiro dia de festival. "Preocupámo-nos em trazer música nova, fresca e excitante, tanto em formato DJ como ao vivo, que fosse apelativo tanto para o público local como o internacional. E sim, é uma mistura de várias coisas, aparentemente muito diferentes, do clubbing ao reggae, mas sempre com um elo em comum entre si, seja através da batida, dos instrumentos ou de uma ligação aos ritmos africanos, presentes em muitas destas propostas, tal como na música que atualmente é feita em Lisboa", explica. E é precisamente de África, mais em concreto da Nigéria, que vem um dos cabeças-de-cartaz de amanhã, sábado.

Trata-se de Seun Kuti, o filho mais novo do lendário artista nigeriano Fela Kuti, que se apresenta à frente da banda do pai, os Egypt 80, num dia que também contará com as atuações da banda sueca de música eletrónica Little Dragon e do dj, produtor e editor franco-inglês Gilles Peterson, cuja carreira, desde os anos 80, tem influenciado gerações de músicos e ouvintes em todo o mundo. Quanto à prata da casa, destacam-se nomes como os de Riot, Blaya, Octa Push ou DJ Marfox, entre muitos outros. Além das atuações musicais, o programa do festival inclui ainda diversas atividades ao longo de todo o dia, como aulas de surf, de yoga, passeios por Lisboa e muita animação de rua. Uma das propostas mais concorridas, de acordo com Rob "já quase esgotadas", são as quatro Boat Partys temáticas que, durante as tardes de sexta e sábado, vão percorrer o Tejo, a bordo de um veleiro com capacidade para 225 pessoas, ao som de reggae, soul/disco, hip-hop ou sons tropicais. E no domingo, para recuperar, haverá uma after-partie, na praia da Torre, em Oeiras, com aulas de surf e, claro, muita música para continuar a dançar, mas agora tarde fora.

LX Factory e Village Underground, Lisboa. 14 a 16 set, sex a dom 13h. €38 a €75 (passe)

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