Casa da Imprensa volta a patrocinar ciclos de cinema

Fotografia e jornalismo são temas de um ciclo organizado pela Casa da Imprensa com o cinema Ideal; esta é também a semana em que estreia o novo filme de Michael Moore, sobre a América de Donald Trump, e uma biografia de Freddie Mercury
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Esta semana, há um ciclo de filmes (de hoje até ao dia 7) que merece um destaque muito especial. Chama-se "Mostra de Cinema Casa da Imprensa / Ideal" e apresenta-se como a primeira edição de uma iniciativa para continuar. Trata-se de uma colaboração entre a Casa da Imprensa e o cinema Ideal (a sala de Lisboa, ao Chiado, que tem estado a assinalar o seu 4º aniversário), apostada em dar a conhecer alguns filmes que celebram o trabalho de fotógrafos e jornalistas.

O ciclo tem como fulcro um conjunto de seis títulos dedicados a fotógrafos. São eles Robert Frank, Robert Mapplethorpe, Robert Doisneau [trailer], Vivian Maier, Sebastião Salgado e Gérard Castello Lopes (este numa bela média metragem realizada por Fernando Lopes, em 1998).

Vários desses títulos são estreias no contexto português, passando a estar também disponíveis no mercado do DVD. O ciclo apresenta ainda em ante-estreia (com estreia agendada para o dia 8) o filme de Raúl de la Fuente, Mais um Dia de Vida, sobre a experiência do repórter polaco Ryszard Kapuscinski em Angola, em 1975.

Entretanto, na rotina das estreias, a semana é dominada pelo novo filme de Michael Moore, desmontando a era Trump, e ainda pela biografia de Freddie Mercury - isto sem esquecer mais um proposta de "cinema político" vinda de França.

EM GUERRA - A guerra é eminentemente social, ou melhor, laboral e sindical: trata-se de encenar as atribulações vividas numa fábrica que os patrões querem encerrar, ao mesmo tempo que os operários consideram que é possível mantê-la em atividade, defendendo os postos de trabalho. O filme nasce de uma nova colaboração do cineasta Stéphane Brizé com o ator Vincent Lindon, três anos depois de A Lei do Mercado (que valeu a Lindon um prémio de interpretação em Cannes).

BOHEMIAN RHAPSODY - Depois de uma gestão agitada, a começar pela escolha do intérprete principal, já está feita a biografia de Freddie Mercury (1946-1991), com Rami Malek, famoso através da série Mr. Robot, a interpretar a lendária voz dos Queen. A aposta consiste em combinar o retrato íntimo com as performances de palco, desembocando na atuação dos Queen no concerto londrino do Live Aid, em 1985.

FAHRENHEIT 11/9 - Em 2004, Michael Moore assinou Fahrenheit 9/11, sobre o efeito dos atentados de 11 de Setembro na sociedade americana e, em particular, no funcionamento da sua cena política. Agora, inverte os números do título, afinal para sublinhar que, até certo ponto, se trata de retomar a mesma pergunta: de onde provêm os desequilíbrios do sistema político dos EUA? Donald Trump é o alvo preferencial de Moore, mas o seu filme é também (é mesmo sobretudo) os impasses do sistema bipartidário do seu país.

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