10 propostas para o 20.º Músicas do Mundo

É tão certo como a ilha do Pessegueiro não ter árvores de fruto. Nos últimos dias de julho as músicas de todo o mundo estão em Porto Covo e em Sines. Dez propostas, uma para cada dia do Festival Músicas do Mundo.

Começa nesta quinta-feira em Porto Covo, com o fado de Aldina Duarte, e só termina quando o sol já tiver nascido, no dia 29, com a mistura eletrónica e tropical dos colombianos Cero39, na Avenida da Praia, em Sines.

À imagem das mais recentes edições, o FMM é um banquete sonoro servido sem restrições. São 59 concertos com grupos dos mais variados azimutes, num ambiente que não encontra paralelo em Portugal.

Ficam as sugestões, uma para cada dia de festival.

Barbez

Na sua terceira presença no festival, o grupo de Brooklyn traz uma convidada especial, a cantora (e atriz) Velina Brown, e uma novidade: For Those Who Came After: Songs Of Resistance From The Spanish Civil War.

O sexto álbum do grupo é uma homenagem às brigadas internacionais que combateram o fascismo na guerra civil espanhola e conta com temas como No pasarán, a Internacional ou Viva la Quince Brigada reinterpretadas por esta banda politicamente comprometida.

Quinta-feira, 00.00, Porto Covo

Karina Buhr

Entre Salvador e Recife, Karina Buhr construiu uma carreira no teatro e na música, mas só em 2010 é que começou a gravar em nome próprio.

Cantora, compositora e percussionista, Karina Buhr mistura MPB, rock e manguebeat e letras afiadas, como se pode ouvir nos álbuns Eu menti pra você, Longe de onde sou e Selvática.

Sexta-feira, 22.45, Porto Covo

Vieux Farka Touré

Ser filho do lendário Ali Farka Touré pode ser um peso que carrega às costas, mas é também um cartão de visita.

A sua música, contudo, vai muito além dos blues do deserto do pai e abarca um conjunto de sonoridades que passam as fronteiras do Mali e de África. Como é exemplificativo o nome do disco que vem apresentar, Samba.

Sábado, 22.45, Porto Covo

Robert Finley

Foi cantor de gospel e carpinteiro durante décadas. Quando já só cantava nas ruas de Louisina foi (re)descoberto por uma fundação que ajuda artistas em dificuldades, a Music Maker Foundation.

Para sorte de Finley e de todos nós, gravou dois discos (o segundo a convite de Dan Auerbach, dos Black Keys) e prova que velhos são os trapos, como o nome do primeiro disco indica (Age don't mean a thing).

Domingo, 22.45, Porto Covo

Ethno-Trio Troitsa

Música tradicional da Bielorrússia, alguém conhece? O trio composto por Ivan Kirchuk, Yury Dzmitryieu e Yury Paulouski, sem dúvida, há mais de 20 anos em trabalho de recolha etnográfica e na sua reinterpretação, através de 30 instrumentos.

Segunda-feira, 23, 22.45, Sines

Lakjó Félix

Este virtuoso do violino, de 44 anos, ora é conhecido como o Paganini da Voivodina (região sérvia onde nasceu), ora como violinista do diabo.

Quem tiver a oportunidade de o ouvir que escolha qual - se algum - dos epítetos é o mais correto para classificar este húngaro.

Terça-feira, 24, 22.00, Sines

Pekko Käppi & K:H:H:L

Um instrumento de arco eletrificado, o jouhikko, guitarra e baixo feitos com caixas de charutos, vozes e uma mistura sonora, do rock à pop, é o que este trio da Finlândia promete. A desvendar.

Quarta, 25, 02.00, Sines

Huun-Huur-Tu

Se dissermos que o grupo é russo estamos só a contar uma parte da informação relevante. Os Huun-Huur-Tu vêm da república de Tuva, no sul da Sibéria, e a sua música, assente no canto gutural, é uma viagem ao centro da Ásia.

Quinta, 26, 23.15, Sines

Imarhan

Os Tinariwen são o grupo mais famoso do chamado rock do deserto. Imarhan, quinteto tuaregue do extremo sul da Argélia, tem-nos como referência. Mas é o ponto de partida e não necessariamente de chegada, porque pelo meio há muitas outras influências.

Sexta, 27, 03.15, Sines

Yasmine Hamdan

Pop e eletrónica em árabe? É a proposta da libanesa Yasmine Hamdan. Radicada em Paris, após ter vivido em vários países do Médio Oriente, a cantora tem no currículo dois discos bem recebidos pela crítica.

Sábado, 28, 21.45, Sines

Exclusivos