Helena Roseta homenageada no Dia Nacional do Arquiteto

A escolha da arquiteta Helena Roseta, deve-se "ao seu intenso percurso", que deixou "uma marca indelével no permanente envolvimento em movimentos cívicos, causas sociais e atividade política", afirmam Gonçalo Byrne e Jorge Figueira.

A arquiteta Helena Roseta vai ser homenageada pela Ordem dos Arquitetos (OA) a 3 de julho no dia nacional da profissão e será a primeira mulher a receber esta distinção, anunciou esta terça-feira a entidade.

A iniciativa tem sido anual desde 2010, com uma interrupção em 2020 e 2021 devido à pandemia, depois de, em 2019, ter sido prestada uma homenagem coletiva aos arquitetos com mais de 50 anos de vida associativa.

Nos anos anteriores foi prestado tributo aos arquitetos Manuel Tainha (2010), Bartolomeu Costa Cabral (2011), Francisco Silva Dias (2012), Alcino Soutinho (2013), Raul Hestnes Ferreira (2014), Eduardo Souto Moura (2015), Gonçalo Byrne (2016), Nuno Portas (2017) e Álvaro Siza Vieira (2018), recordou um comunicado da OA enviado à agência Lusa.

O Dia Nacional do Arquiteto "visa celebrar anualmente a função social, a dignidade e o prestígio da profissão de arquiteto em Portugal", assinalando a data de publicação do Estatuto da Ordem dos Arquitetos, a 03 de julho de 1998.

Segundo o Conselho Diretivo Nacional, pela voz do presidente, Gonçalo Byrne, e Jorge Figueira, responsável pelo pelouro da Cultura, a escolha de Helena Roseta, de 74 anos, deve-se "ao seu intenso percurso", que deixou "uma marca indelével no permanente envolvimento em movimentos cívicos, causas sociais e atividade política".

O papel de Helena Roseta "foi determinante em diversos contextos históricos e políticos", onde "foi sempre a voz da arquitetura no plano social e urbano, cruzando como poucos essa demanda com as exigências de uma vida política ativa", tendo mantido sempre "um timbre infatigável e generoso, a premissa de traçar a difícil intersecção entre a política e a arquitetura, assumindo frontalmente a sua condição de mulher, desde o início, e com isso fazendo também a diferença".

Helena Roseta estudou arquitetura na Escola Superior de Belas Artes da Universidade de Lisboa e colaborou com o arquiteto Nuno Portas no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, e depois no seu ateliê.

Colaborou também, entre outros, com os arquitetos Maurício de Vasconcelos e Bruno Soares na recuperação de bairros clandestinos, e com Sebastião Formosinho Sanches num projeto hospitalar.

Foi vereadora em Lisboa pelo PS (2009-2013), pelo movimento Cidadãos por Lisboa (2007-2009) e pelo PSD (1976-1978), presidente câmara de Cascais (1983-1986) e presidente da Ordem dos Arquitetos (2001-2007).

Foi deputada em várias legislaturas pelo PS, PSD e AD, dirigente nacional do PS e do PSD, diretora do Jornal Novo (1978), dirigente estudantil e secretária-geral da Associação Arquitetos Portugueses antes do 25 de Abril.

Foi condecorada com a Ordem da Liberdade (2005), com a Medalha de mérito do Conselho da Europa (1982) e tem publicada a obra "Os Dois Lados do Espelho" (2001).

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