Futuro do Fantasporto passa por mais apoios e mais salas
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Futuro do Fantasporto passa por mais apoios e mais salas

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O Fantasporto 2026 registou um aumento de 20% nos espectadores, mas a diretora do festival, Beatriz Pacheco Pereira, alertou que sem mais apoios e mais salas de cinema no Porto a expansão do evento estará comprometida.

Em declarações à Lusa no final da apresentação dos prémios da edição de 2026 do Festival Internacional do Porto, este sábado, 7 de março, a diretora do evento sublinhou que “o cinema depende do futuro” e que, se tiverem “melhores condições de trabalho, mais fazem”.

“De qualquer forma, o Fantas de 2027 já está a ser projetado (…) Vai haver um concurso este ano do ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual], nos meses mais próximos, e nós vamos obviamente apresentar o nosso programa e pedir mais apoio”, garantiu Beatriz Pacheco Pereira que disse esperar “mais que o apoio de 36 mil euros” que têm recebido daquele instituto.

E prosseguiu: “Nesse concurso vamos apresentar um programa extenso, mas é preciso que eles também compreendam que não é só o que acontece em Lisboa. No Porto há coisas boas e há outros grupos de pessoas empenhadas em fazer, não só na área do cinema. E, portanto, esse concurso vai ser determinado para os próximos três anos”.

Sobre o alargamento do número de salas, depois de nos últimos quatro anos o Fantasporto se ter fixado no Batalha - Centro de Cinema, a diretora quer, se possível já em 2027, voltar ao Teatro Municipal Rivoli, mas também estar no Cinema Passos Manuel

“O Rivoli é uma sala com dignidade que nos permitia ter outro tipo de programação, mais complementar e, portanto, nós temos a hipótese de expandir se houver condições financeiras. Neste momento não temos condições para expandir”, disse.

O filme The Dollmaker, a produção argentina de José Maria Cicala, ganhou o prémio de melhor filme do Fantasporto 2026, obra que também recebeu a distinção para o melhor ator, Rodrigo Noya, foi anunciado este sábado.

No que se refere às produções nacionais, foi anunciado na sexta-feira que o filme Cativos, de Luís Alves, venceu o Grande Prémio de cinema português.

A 46.ª edição do Fantasporto começou no dia 27, no Batalha - Centro de Cinema, com a estreia de Bakudan, do japonês Akira Naguai, e encerra no domingo, dia 8, com After Us, The Flood, do finlandês Arto Halonen.

Entre uma e outra data, o festival programou cerca de uma centena de filmes, 31 deles em antestreia.

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