Festival Músicas do Mundo já faz parte da tradição

O castelo de Sines abriu as portas dia 27 de julho ao público. O recinto encheu e grande parte dos festivaleiros tem sempre marcado no seu calendário de verão o evento.

Por volta das 18h algumas pessoas começaram a juntar-se no castelo de Sines para o primeiro concerto do dia. Milene Lousão, de 36 anos, é uma delas. Sendo da região, veio com a família aproveitar o espetáculo. "É um festival que nós gostamos e faz parte da tradição de Sines. É um bom festival e dá para conhecer outras culturas e outros povos", afirma ao DN.

Ir todos os anos ao evento já é tradição, mas nos únicos concertos que assistem são os da parte da tarde. "Eu como tenho um filho pequenino costumo vir só aos finais de tarde e os da noite acabam por ser mais complicados de ir", diz Milene.

Rodeada de um grupo de amigos e acabada de vir da praia, Tânia Martins, de 28 anos, vê o evento como um significado de boas férias. "Já venho ao festival há alguns anos para estar com amigos e ouvir música. Gosto muito", afirma. É do Porto, mas vive atualmente nas Caldas da Rainha e o que mais gosta é o convívio e a acessibilidade do festival.

Em Sines, desde sábado, não quis perder a programação de Porto Covo. "Sempre que venho a este festival venho assim um bocado de mente aberta, normalmente não conheço todas as bandas. Então é para conhecer e estar recetiva a coisas novas", explica.

"É um ano especial. Já chorei muitas vezes. Todos os dias choro um bocadinho e acho que isto faz muita falta", acrescenta.

Pedro Cunha, de 39 anos, faz também do festival uma tradição há 15 anos. "Acho que só aqui conseguimos ter diversidade musical que este festival oferece. Ver uma série de coisas e ver todos os estilos e sítios do mundo".

De Lisboa, vem sempre com amigos aos dois programas do festival: Porto Covo e Sines. Uma das artistas que está à espera para ver é Ana Tijoux, que vai atuar hoje, quinta-feira dia 28 de julho.

Pedro considera esta edição especial devido a dois anos sem concertos: "Estávamos um bocadinho sedentos de voltar a ter música ao vivo e de estarmos todos aqui sem máscaras. Sem controlo digamos assim."

"Acho que este festival acaba por ser um serviço público que o objetivo não é obter lucro mas divulgar músicas para este monte de gente de diversas idades. Acho que só pode ser positivo", acrescenta.

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