Festival Músicas do Mundo a expandir os horizontes musicais

No penúltimo dia do festival, 29 de julho, muitos dos festivaleiros chegam para descobrir novas músicas e culturas.

Ana Mendanha de 25 anos e de Lisboa veio visitar amigos que eram da região, quando descobriu a existência do Festival Músicas do Mundo. O plano da noite já começou em execução: "divertir, curtir a música e beber uns copos", disse ao DN.

Esta sexta-feira, dia 29 de julho, é o primeiro dia que entrou no Castelo de Sines para os concertos. Sem conhecer o cartaz veio "às cegas". "Fiz um bocado para ser um jogo de surpresa. Não sei quem é que vai tocar. Só sei que vão artistas de vários países e como gosto de música qualquer coisa dá."

"Acho muito importante este tipo de festival porque para mim a música não precisa de tradução e como tal acho que isto é o sítio perfeito para as pessoas expandirem os horizontes a níveis culturais", acrescentou.

Consoante o ambiente e a experiência, pensa em voltar para o ano. Em relação a sábado, apesar de estar na zona ainda não sabe. "É possível que amanhã voltaremos e fica em aberto."

Originário da Bélgica que vive atualmente em Portugal, Bart Gommers, de 44 anos, vem ao festival desde 2016 e considera-o um dos melhores do mundo. "Há sempre pessoas na rua a fazer música, a organização é boa, a música é boa."

Na noite desta sexta-feira aguarda ansiosamente pela atuação de Queen Ifrica. Na quinta-feira, Bart queria muito ver Flat Earth Society, que atuaram no Palco Galp. "O melhor até agora foi Dubioza KOLEKTIV."

"Hoje vou ver todos os concertos. É sexta à noite por isso eu tento ficar até ao último mas nem sempre é fácil",explicou.

Com o seu marido, Adélia Alves, de 65 anos, já se encontrava no recinto quando as Fado Bicha começaram a atuar. Marca sua presença no festival desde do começo mesmo: "Só não venho quando não se pode. Nos dois últimos anos não pudemos vir por causa da pandemia, mas estamos cá sempre. Adoro isto."

Para Adélia, o interesse do festival é a variedade de música, vindo muitas vezes à descoberta. "Está sempre a impressionar e há sempre algo de novo que não estamos à espera. Por exemplo, as Fado Bicha, era algo que não estava à espera. Não estou à espera de nada e ao mesmo tempo à espera de muita coisa. Não temos acesso a isso em mais lado nenhum."

Normalmente é por volta das 18h que chega ao Castelo para o festival, mas antes janta nas "tasquinhas" da zona. Embora, como disse, "a idade já vá pesando", em tempos costumava ficar com marido até às 5 da manhã. "Agora ficamos apenas até às duas ou três da manhã e depois vamos embora."

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