Exposição World Press Photo é inaugurada no Museu de História Natural

As fotografias que marcaram o ano de 2018 e foram premiadas no World Press Photo podes ser vistas até 19 de maio.

A fotografia de Yanela Sanchez a chorar enquanto a mãe é detida pelos polícias na fronteira dos Estados Unidos da América, vencedora do prémio Fotografia do Ano pelo concurso World Press Photo 2019, vai estar em destaque na exposição que é inugurada esta sexta-feira no Museu de História Natural e da Ciência, em Lisboa.

Nesta exposição do maior prémio internacional de fotojornalismo, estarão em exibição 140 magens captadas por 43 fotógrafos, oriundos de 25 países. Entre os premiados está a imagem do fotojornalista português Mário Cruz, premiado na categoria Ambiente, com o título "Living Among What's Left Behind" ("Viver entre o que foi deixado para trás"), resultado de um projeto desenvolvido a título pessoal, sobre comunidades de Manila, nas Filipinas, que vivem sem saneamento e rodeadas de lixo. A imagem vencedora mostra uma criança que recolhe materiais recicláveis deitada num colchão rodeado por lixo que flutua no rio Pasig, declarado biologicamente morto na década de 1990.

O fotojornalista da agência Lusa Mário Cruz, que em 2016 já tinha conquistado o primeiro lugar na categoria de temas contemporâneos, com um trabalho sobre a escravatura de crianças no Senegal, estará no sábado, dia 27 de abril, à conversa com um número restrito de visitantes da exposição, a partir das 15:00. O projeto de Mário Cruz, vertido para livro, também pode ser visto numa exposição patente até 26 de maio no Palácio Anjos, em Algés.

Quanto à fotografia do ano do World Press Photo 2019, é da autoria do norte-americano John Moore, e foi captada em 12 de junho de 2018, mostrando uma menina hondurenha a chorar quando a mãe é revistada e detida próximo da fronteira dos Estados Unidos com o México, em McAllen, no Texas. A imagem, que valeu ao fotógrafo norte-americano um prémio de 10 mil euros, foi capa da revista Time, e gerou a contestação ao programa do Presidente norte-americano, Donald Trump, relativamente à separação das famílias de imigrantes.

A exposição está aberta ao público a partir de sábado. As fotografias vencedoras estarão expostas no antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, até 19 de maio, todas as quintas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 10:00 às 20:00, de acordo com a organização.

Aos sábados e domingos, o público poderá, além de visitar a exposição principal, participar em conversas e workshops de fotografia gratuitos com fotógrafos como Arlindo Camacho, Isabel Saldanha, Luís Barra, Mário Cruz, Gonçalo F. Santos e Nuno Sá.

Criado em 1955 pela organização homónima e sem fins lucrativos com sede em Amesterdão, na Holanda, o concurso World Press Photo premeia, anualmente, "fotografias que dão a conhecer ao público questões e momentos cruciais e fraturantes, que marcam a atualidade de povos e sociedades em todo o mundo, e que se repercutem além-fronteiras, com consequências à escala global", sublinha a organização da exposição.

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