Encenador de teatro francês Claude Régy morre aos 96 anos

O encenador e diretor de teatro francês Claude Régy morreu aos 96 anos, em Paris, anunciou na quinta-feira a sua assessora de imprensa numa publicação na rede social Twitter.

"Claude Régy morreu hoje aos 96 anos", escreveu Nathalie Gasser numa publicação acompanhada de uma foto recente de Régy, um dos mestres da encenação teatral, conhecido pelo papel que deu ao silêncio nas suas montagens e na ascensão de Gérard Depardieu como ator.

Nascido em Nimes, no sul de França, em 1923, Claude Régy começou a estudar Direito e Ciências Políticas, mas deixou os estudos e mudou-se para Paris para aprender arte dramática, com professores como Charles Dullin, Tania Balachova e Michel Mitold.

Tornou-se assistente de Mitold, de André Barsacq e Michel Fagadau, antes de liderar os seus próprios projetos em 1952.

Nas suas performances, concebidas como experiências estéticas focadas na ação dos atores, dirigiu nomes conhecidos como Michel Bouquet, Isabelle Huppert, Delphine Seyrig, Emmanuelle Riva, Michael Londsdale ou Gérard Depardieu.

Nas suas passagens por Portugal, Claude Régy apresentou-se em 2003 na Culturgest com Isabelle Huppert e marcou presença no Festival de Almada em 2010 com a "Ode Marítima", de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa e, em 2016, para encenar "La barque, le soir", do norueguês Tarjei Vesaas.

Para Claude Régy, a obra do poeta português "era apaixonante", porque Fernando Pessoa abalou os fundamentos da vida: "Trata-se de uma contestação fundamental da forma alienante como os poderes nos fazem viver".

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