Exclusivo "Em todos os concertos desde 2017 tenho um momento de apoio ao Lula"

Depois do concerto no Festival Músicas do Mundo, Letícia Novaes, também conhecida como Letrux, falou com o DN, a Rádio Regional de Coimbra e a Global Expedition sobre as dificuldades de trabalhar durante a pandemia, sobre ser uma artista independente e sobre os seus projetos futuros.

Como é que foi tocar pela primeira vez em Sines?
Foi a realização de um sonho. Eu descobri o Festival Músicas do Mundo em 2013, quando passava férias em Porto Covo, umas férias inesquecíveis. Eu na altura tinha uma banda chamada Letuce e disseram-me: "tens uma banda? Tens de tocar no festival." Eu nunca tinha ouvido falar, não tinha chegado ao Brasil. Naquele dia pensei: eu tenho de tocar naquele evento. E agora, quase uma década depois, estou aqui. Os sonhos às vezes não são instantâneos e demoram uma década. Estou aqui, realizei o concerto e estou feliz.

Como foi começar o segundo álbum a solo a meio de uma pandemia e ficar quase três anos à espera para poder tocá-lo ao vivo?
Foi uma sensação muito difícil porque quando gravamos, editamos e lançamos o disco, as pessoas ouvem as novas músicas e querem um concerto. Foi como se estivéssemos num tapete voador e alguém puxou esse tapete. E caímos. Foi muito difícil, mas tenho sorte de ter sido vacinada e estar viva. Tenho um amigo que morreu de covid e acho que sou muito sortuda, graças a Deus. Eu misturo Deus com ciência. Sou pessoa religiosa e científica também. Acho que tudo é possível. Mais de um milhão de pessoas não tiveram essa sorte e não podemos esquecer isso.

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