Começam a chegar filmes que vão estar nos Óscares

Já há sinais da tradicional temporada dos prémios. Esta semana, O Primeiro Homem na Lua e A Mulher surgem como estreias com sérias possibilidades de chegar, pelo menos, às nomeações.

A temporada dos prémios - com tradicional e inevitável destaque para os Óscares - já está em marcha. Pelo menos na colocação de alguns títulos em determinadas datas e, a partir daí, através das previsões e especulações sobre quem conseguirá (ou não) chegar às ambicionadas nomeações.

Os prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, os que, também em nome da tradição, encerrarão a temporada, estão marcados para o dia 24 de fevereiro de 2019. O certo é que, para além dos festivais que deram a ver títulos considerados potenciais candidatos (com destaque para Veneza e Toronto), os mercados começam a dar-lhes também especial visibilidade.

Esta semana de estreias em Portugal é dominada por dois filmes que, por razões bem diferentes, surgem já com alguma evidência na luta pelas estatuetas douradas - vários especialistas americanos começaram mesmo a incluí-los nas suas listas de previsões [veja-se, por exemplo, o site GoldDerby: www.goldderby.com ].

O PRIMEIRO HOMEM NA LUA - Damien Chazelle, o realizador de La La Land (que lhe valeu, precisamente, um Óscar de realização), prolonga a sua colaboração com Ryan Gosling, desta vez atribuindo-lhe o papel, de uma só vez histórico e mítico, de Neil Armstrong, o primeiro ser humano a pisar o solo lunar. Claire Foy, popularizada pela interpretação de Isabel II na série televisiva The Crown, interpreta a mulher de Armstrong.

A MULHER - Este é um filme que chega "atrasado" à competição dos Óscares. Na verdade, a sua revelação (em Toronto) ocorreu há mais de um ano, mas foi o lançamento nas salas dos EUA, em agosto, que lhe veio conferir o valor de veículo para mais uma possível nomeação para a actriz Glenn Close (que já tem seis e nunca ganhou). Contracenando com Jonathan Pryce, Close interpreta a mulher de um escritor distinguido com o Nobel da literatura - a sua viagem a Estocolmo, para a entrega do prémio, transfigura-se num inesperado psicodrama de revelações conjugais.

Esta é também a semana de estreia de: Pedro e Inês, realização de António Ferreira sobre um episódio trágico da história portuguesa, tendo como ponto de partida o romance de Rosa Lobato de Faria; Não Deixeis Cair em Tentação, do francês Cédric Kahn, centrado numa comunidade de toxicodependentes que vivem entregues à oração; verão 1993, drama familiar espanhol escrito e realizado por Carla Simón.

Entretanto, registe-se ainda o arranque de um ciclo com um título sugestivo: Há um psicanalista na plateia! (e o subtítulo: "O trauma no cinema"). Com organização da Medeia Filmes, contado com a colaboração da Universidade Nova e da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, nele se propõe a revisão, com debate, de alguns filmes que têm vindo a apresentar novos "ângulos de abordagem ao trauma". A primeira sessão (Monumental, Lisboa) é hoje, quinta-feira (19h00), com o filme De Tanto Bater o Meu Coração Parou (2005), de Jacques Audiard.

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