Carolina Costa: a bailarina de 12 anos que conquistou oito medalhas de ouro em nove dias

Aos 12 anos, a bailarina portuguesa soma mais de 50 medalhas, 20 das quais de ouro. É aluna do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, em Leiria, onde vive desde setembro em casa da diretora do espaço.

Carolina Costa, 12 anos, conquistou esta sexta-feira mais uma medalha de ouro e uma de prata, elevando para oito o número de medalhas de ouro conseguidas na final da competição Dance World Cup 2019, que durante nove dias reuniu cerca de sete mil dançarinos de dezenas de países em Braga.

A bailarina portuguesa, aluna do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, em Leiria, conquistou uma média de uma medalha por dia, elevando para cerca de 20 o número de medalhas de euro conseguidas até à data. Segundo o pai, Ricardo Costa, a adolescente bracarense conquistou aproximadamente 50 medalhas desde que começou a competir.

Ricardo Costa diz que a competição terminou "com mais uma medalha de ouro e uma medalha de prata em Grupo Clássico de Ballet - Fairy Doll com a pontuação máxima de 100 pontos e Suite de La Bayadere".

Numa breve conversa telefónica com o DN, Carolina diz que não tinha traçado o objetivo das oito medalhas de ouro. "Tantas não. Mas queria as possíveis", referiu.

Para o pai da bailarina do Conservatório Internacional de Leiria, "é muito bom ver todo o trabalho, dedicação, empenho e paixão reconhecidos numa competição desta dimensão".

Carolina começou a ter aulas de ballet aos três anos, por influência da avó. "Tinha muita energia e precisava de qualquer coisa para a dissipar", recorda ao DN o pai. Dos três aos oito anos, dançou de forma lúdica, mas, quando chegou aos nove, tudo mudou. "Começou a querer ir mais vezes, a participar em competições e a treinar numa base diária", conta Ricardo Costa.

A adolescente, natural de Braga, frequentava a Ent'artes - Escola de Dança de Braga, mas, no ano passado, mudou-se para o Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, em Leiria. Para os pais, "não foi fácil deixar uma filha sair de casa" sozinha numa idade tão precoce. "Mas era o sonho dela. E, um ano depois, é um orgulho ver este resultado numa competição mundial".

A família permaneceu em Braga, enquanto Carolina foi viver para casa da diretora do conservatório, a professora cubana Annarella Sanchez. "Para ti Annarella o nosso maior reconhecimento e agradecimento por teres recebido a Carolina na tua família e contribuíres de uma forma tão determinante para a sua felicidade", escreveu a família no Facebook.

Carolina Costa tem aulas do ensino regular todos os dias úteis de manhã, iniciando as aulas de ballet às 14.00. Seguem-se sete horas diárias de treinos. Normalmente treina ao sábado e descansa apenas ao domingo.

"Tem que existir mesmo muita paixão, porque o sacrifício é muito grande. Ela abdica de muita coisa por causa da dança e nós temos a obrigação de a apoiar", assume Ricardo Costa. Já Carolina diz que concilia tudo "com bastante facilidade".

O pai recorda que é comum ouvir-se que "para se ser bom em alguma coisa são necessárias dez mil horas" de prática. "Ela vai nesse caminho. Já não está longe".

No ano passado, a jovem bailarina recebeu um voto de louvor da Assembleia da República, proposto pelo PSD, depois de uma participação considerada histórica no Dance World Cup 2018.

Já este ano, o DN noticiou o regresso da bailarina a casa com três medalhas de ouro, que ganhou a dançar no Ballet Beyond Borders, concurso de dança que decorre em Missoula, no estado americano do Montana.

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