Bienal de Veneza começa este sábado com as "musas inquietas" da História das artes

A Bienal de Veneza abre este sábado uma exposição dedicada aos arquivos históricos da arte contemporânea sob o mote "As Musas Inquietas", com a colaboração de todas as áreas artísticas do evento internacional.

No 125.º aniversário da fundação, a bienal apresenta "Veneza encontra-se com a História", uma exposição que decorrerá no Pavilhão Central dos Giardini até 08 de dezembro.

Apesar de a pandemia ter forçado o adiamento da 17.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que deveria decorrer entre agosto e novembro deste ano, para 2021 e, consequentemente, da 59.ª Bienal de Arte para 2022, os festivais dedicados à dança, música e teatro vão realizar-se entre setembro e outubro.

Nesta primeira exposição que terá a curadoria de todos os diretores artísticos da bienal, os seus seis departamentos usaram os arquivos históricos da organização, e de outras entidades italianas e estrangeiras para traçar os momentos-chave do evento ao longo do século XX.

Cecilia Alemani (arte), Alberto Barbera (cinema), Marie Chouinard (dança), Ivan Fedele (música), Antonio Latella (teatro) e Hashim Sarkis (arquitetura) selecionaram materiais provenientes de entidades culturais como a Galeria Nacional de Arte Moderna de Roma, a Coleção Peggy Guggenheim, a Fundação Ugo e Olga Levi, o Centro Experimental de Cinematografia de Roma e a Tate Modern de Londres, no Reino Unido.

Em junho, numa conferência de imprensa ´online´, o presidente da Bienal de Veneza, Roberto Cicutto, rejeitou a ideia de apresentar as programações de teatro, dança e música, previstas para setembro e outubro, apenas digitalmente, porque "estas artes vivas precisam de público".

Devido ao impacto da pandemia da covid-19, os festivais de teatro e de dança da Bienal de Veneza, previstos para junho e julho, tiveram de ser alterados nas suas datas.

Antonio Latella, diretor do departamento de teatro, disse, na conferência de imprensa que esta edição do Festival de Teatro - de 14 a 24 de setembro - terá como título "Nascondi(no)" ("Hide-and-seek", em inglês, num jogo de palavras com o sentido de escondido, oculto), e irá apresentar 28 estreias mundiais e 40 performances.

Por seu turno, o compositor Ivan Fedele, diretor do departamento de música, cujo festival está previsto para decorrer entre 25 de setembro e 04 de outubro, anunciou que o certame terá como título "Encontros", e irá apresentar 15 peças em estreia mundial e 13 em estreia em Itália.

O título do festival, "Encontros", foi definido antes da pandemia, comentou o responsável, sublinhando que muitos dos músicos que são apresentados têm a sua plataforma de lançamento durante a bienal.

Quanto ao Festival de Dança, dirigido pela quarta vez pela canadiana Marie Chouinard, previsto para decorrer de 13 a 25 de outubro, apresentará 23 peças de dança - sete em estreia mundial - e 'performances' de 19 coreógrafos.

Sob o tema "And Now" ("E agora", em tradução livre), o festival centra-se na frase que antecede a apresentação de um artista, "quando a cortina sobe".

Com curadoria de Hashim Sarkis, sob o tema "Como vamos viver juntos?", a 17.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que deveria decorrer entre 29 de agosto e 29 de novembro de 2020, foi adiada para 2021, decorrendo entre 22 de maio e 21 de novembro.

Quanto à 59.ª Bienal de Arte, com curadoria de Cecilia Alemani, que deveria acontecer em 2021, é adiada para 2022, e terá a duração de sete meses, ocorrendo entre 23 de abril e 27 de novembro, segundo a organização.

Portugal estaria presente na 17.ª edição da Bienal de Arquitetura com o projeto "In Conflict", do coletivo de arquitetos depA, do Porto, e que pretende responder à pergunta colocada pelo curador sobre "Como vamos viver juntos?".

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