Biblioteca britânica descobre sketches inéditos dos Monty Phyton

Michael Palin ofereceu em 2017 à Biblioteca Britânica mais de 50 cadernos onde tomava notas dos sketches para os filmes e programas dos Monty Phyton. Nas anotações estão, pelo menos, dois textos inéditos para o filme o Cálice Sagrado.

A ideia de que um museu pode ser um poço sem fundo quando um cidadão faz uma doação de documentos ficou sem efeito para o grupo humorístico Monty Phyton. Isto não é uma piada, é que um dos integrantes dos Monty, Michael Palin, entregou todo o seu arquivo à Biblioteca Britânica em 2017 e agora, enquanto o espólio era catalogado, descobriram-se vários sketches que o grupo tinha escrito para o filme Monty Phyton e o Cálice Sagrado.

A comédia foi lançada em 1975 e era escrita e realizada por dois dos seus membros, Terry Gilliam e Terry Jones, e conta de forma hilariante a mítica procura do Rei Artur do Santo Graal. Um filme que teve a maior receita de um filme britânico nos Estados Unidos e que foi considerada uma das melhores comédias de todos os tempos pelos especialistas.

Entre as anotações dos cadernos que Michael Palin doou estavam vários sketches que não foram utilizados nesse filme, entre os quais dois específicos para o filme Monty Phton e o Cálice Sagrado. Um deles era sobre uma livraria, Wild West Bookshop , e outro uma rábula sobre relações, Amorous Pink Knight . , textos a que o jornal The Times teve acesso e reproduz na sua edição online. A razão de não terem sido incluídos no filme foi por serem muito controversos e considerados politicamente demasiado incorretos para a época e, consideram, talvez ainda hoje.

Em entrevista recente ao DN, Michael Palin confirmara que a doação de mais de 50 blocos à Biblioteca Britânica poderia ser uma boa aposta e não uma escolha muito institucional: "Tinha muitos cadernos e já estavam a ganhar pó. Nem sabia onde encontrar o que procurava. Os da Biblioteca são peritos a tratar de arquivos, capazes de catalogar tudo e dar sentido ao material. Achei que permitiriam aos interessados saber como os Python começaram e trabalhavam. Há muitas notas, desenhos, pistas, e percebe-se como montávamos os sketches juntos. Ainda se irão divertir com os apontamentos, estou certo."

Se se divertiram, não se sabe; que foram "capazes de dar sentido ao material", isso sim. Palin ainda dizia ao DN que não receava que descobrissem os truques dos Monty Phyton: "O mais interessante será encontrarem certas indicações do que pensávamos e do que queríamos fazer, como as ideias iniciais surgiam ou escolhíamos uma em vez de outra."

Michael Palin já informou que autorizou a revelação destes textos. Segundo o jornal The Times, os arquivos demonstram que o final para Monty Phyton e o Cálice Sagrado era diferente e mais convencional, mas optaram por fechar a ação de forma abrupta pois era mais divertido. Por outro lado, Palin também explicou que muitas vezes escreviam muito mais do que era necessário para o argumento.

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