Exclusivo Bernardo Lobo Faria e André Cabral. Na boa onda do cinema português

Juntar dois atores jovens e debutantes: André Cabral, de Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues, e Bernardo Lobo Faria, de Nunca Nada Aconteceu, de Gonçalo Galvão Teles, dois filmes portugueses com estreia marcada para o mesmo dia. Duas revelações seguras de dois exemplos de cinema de autor que quer chegar ao público.

Dois jovens atores sem nada em comum estreiam-se como protagonistas em dois filmes sem nada em comum que chegam às salas no mesmo dia. André Cabral é o fogoso instrutor de bombeiros em Fogo-Fátuo, fantasia musical de João Pedro Rodrigues, Bernardo Lobo Faria, é um jovem deprimido de Lisboa em Nunca Nada Aconteceu, de Gonçalo Galvão Teles. Tudo isto numa semana em que há mais dois filmes portugueses a chegar: 1618, de Luís Ismael e Nheengatu, de José Barahona.

André, 32 anos e Bernardo, 26, não se conheciam mas aceitaram entusiasmados este desafio para uma conversa cruzada e juram a pés juntos que a partir de amanhã vão ver a estreia de cada um em cinema. André tem um registo mais minimal, é um corpo filmado com um erotismo queer explícito num papel que aborda uma certa iconografia do colonialismo português mal resolvido, não faltando um momento de comédia ao som de Amália e um tema chamado Mané Chiné, uma espécie de trad-folk fado de tendências racistas...Quanto a Bernardo, trata-se do típico papel da passagem de idade. O ator entrega-se a um papelão com uma garra e uma sofisticação de delicadeza brutais. Ambos estão mais do que lançados: André vai ser visto em 2023 no excelente Nação Valente, de Carlos Conceição, enquanto que Bernardo está em Posso Olhar por Ti , realizado pelo irmão Francisco. São talentos emergentes dos quais se sente uma vibração sensível.

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