Roberta Medina, vice-presidente do RiR, e Carlos Moedas, presidente da CML, na apresentação da Cidade do Rock.
Roberta Medina, vice-presidente do RiR, e Carlos Moedas, presidente da CML, na apresentação da Cidade do Rock.Gerardo Santos / Global Imagens

Bem maior e junto ao Tejo. Rock in Rio apresenta nova Cidade do Rock no Parque Tejo

Em visita para a imprensa, responsáveis pela estrutura do evento apontaram as novidades presentes na edição deste ano
Publicado a
Atualizado a

Falta pouco mais de uma semana para o início da 20.ª edição do Rock in Rio de Lisboa, que em 2024 será realizado pela primeira vez longe do Parque Bela Vista. De forma a celebrar as duas décadas de evento, a organização do Rock in Rio alterou a localização desta edição para o Parque Tejo, inaugurado no ano passado para a Jornada Mundial da Juventude.

“Não foi muito difícil para o [presidente da Câmara de Lisboa] Carlos Moedas me convencer a mudar para cá. Na verdade, bastou sairmos do carro e ver o Parque Tejo para entender que aqui tinha um nível de conforto e de qualidade absolutamente diferenciado de tudo que vimos”, diz Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, em conferência de imprensa.

Seguiu-se uma visita guiada pela nova Cidade do Rock, que conta com três principais palcos: o Palco Tejo, o Palco Galp e o Palco Mundo. O diretor do Palco Mundo, Maurice Hughes, que participa ativamente desde o primeiro Rock in Rio, em 1985, elogiou a qualidade dos eventos realizados em Portugal.

Foto: Gerardo Santos / Global Imagens

“A Bela Vista sempre foi o lugar mais bonito de todos em que fizemos o festival, mais do que no Brasil, nos Estados Unidos ou noutros lugares. Mas aqui [no Parque Tejo], é especial pela proximidade com o rio”, afirma Hughes, que revelou que o palco terá um show de luzes com videomapping idealizado pelo designer Terry Cook, parceiro de longa data no evento.

Além disso, o show de luzes terá uma banda sonora em homenagem aos 20 anos de Rock in Rio em Lisboa.

Outras homenagens ocorrerão no Rota 85, espaço comemorativo da primeira edição do evento, no Rio de Janeiro. Inspirado na Route 66, o espaço conta com um cine stage que faz referência aos cinemas clássicos e uma capela, a Cupido House, onde tradicionalmente na edição do Rio de Janeiro acontecem casamentos. As duas instalações têm 10 metros de altura.

Foto: Gerardo Santos / Global Imagens

No Palco Galp, o diretor artístico do festival, Ricardo Comprido, conta que o que era o antigo Music Valley nas outras edições, agora dobrou de tamanho com o Palco Galp: são 680 metros quadrados, medida que surge de forma a não haver muita diferença entre o Palco Mundo e os restantes. Nesse sentido, os palcos também terão concertos intercalados.

O terceiro palco apresentado foi o Palco Tejo, com uma estrutura no teto em formas de ondas e que será toda retroiluminada. O responsável Luís Soares exaltou a programação eclética do palco: começará no rock mais tradicional e acabará no trap e no pop. Os Ornatos Violeta abrem a programação no Palco Tejo com a celebração dos 25 anos do álbum O monstro precisa de amigos.

Outra atração que volta para o Rock in Rio de Lisboa é o ESC Sports Bar, que contará com DJs, MCs e cheerleaders. Haverá um espaço para jogos como matraquilhos e beer pong, além da transmissão de partidas de futebol, fundamental em altura de campeonato europeu.

Foto: Gerardo Santos / Global Imagens

Por fim, o que antes havia sido o palco que recebeu o Papa Francisco em agosto transformou-se num novo espaço sustentável. O Espaço All, idealizado pela carioca Gabriela Cunha, traz uma experiência imersiva e visual através de imagens e uma paredes espelhadas que propõe ao espectador uma reflexão sobre o consumo e o papel do ser humano no mundo. O espaço manteve as palas da época que recebeu o Papa, mas o palco foi abaixo.

O Rock in Rio de Lisboa ocorre nos dias 15, 16, 22 e 23 de junho. A programação pode ser consultada aqui.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt