Jovem retira quadro com paisagem da Crimeia em museu de Moscovo

As autoridades russas detiveram um homem acusado de ter roubado, no domingo, uma pintura do século XIX na Galeria Tretiakov, em Moscovo, em plena luz do dia e disfarçado de segurança.

O museu, um dos principais da capital russa, anunciou na noite de domingo, em comunicado, que uma obra do pintor russo Arkhip Kouïndji tinha sido roubada por volta das 18:00 locais (15:00 em Lisboa), quando a galeria estava aberta ao público.

A pintura, que representa o Monte Aï-Petri, na Crimeia, feita entre 1898 e 1908, foi encontrada pela polícia escondida num estaleiro, de acordo com um comunicado do Ministério do Interior da Rússia.

O homem, de 31 anos, acusado de estar por detrás do roubo foi preso numa vila nos arredores de Moscovo.

"No momento do roubo, a segurança da galeria, garantida por elementos da Guarda Nacional e por funcionários do serviço de segurança do museu, estava a funcionar normalmente", relatou a Galeria Tretyakov no domingo, acrescentando que as medidas de controlo foram reforçadas.

Na altura, testemunhas disseram ter visto um jovem a remover a pintura da parede e explicaram que apenas depois perceberam que tinham assistido a um roubo.

A Galeria Tretyakov tem em exibição até ao final de fevereiro uma mostra dedicada a Arkhip Kouïndji, com mais de 120 das suas obras.

No final de maio, um homem de 37 anos vandalizou (partindo o vidro de proteção) uma das mais famosas pinturas da galeria, representando Ivan, o Terrível, a matar o filho, da autoria de Ilia Repin.

Fundada em 1856, a Galeria Tretyakov tem uma das coleções mais ricas da Rússia.

Entre as obras-primas estão algumas de Marc Chagall, Vassily Kandinsky e o famoso "Quadrado Preto sobre um Fundo Branco", de Kazimir Malevitch.

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