Exclusivo Ana Laíns, 20 anos a remar pela maré

A cantora está de regresso aos palcos nacionais, depois de uma minidigressão pela Europa, para apresentar este domingo, em Famalicão, o álbum 20 Anos, com o qual atingiu o primeiro lugar do top nacional.

Será, porventura, a mais desconhecida das estrelas nacionais, mas o epíteto habitualmente atribuído aos ídolos de multidões não surge aqui por acaso. Afinal, não serão assim tantos a poderem gabar-se de ter atingido o primeiro lugar do top nacional. E mesmo sabendo que os números já não são como nos velhos tempos, estes refletem igualmente outras variantes, digamos, mais tecnológicas que são iguais para todos. Mas adiante, porque 20 anos de carreira também não estão ao alcance de todos, "apesar do reduzido espaço mediático", para artistas - "como eu" -, que trabalham sozinhos e lançam discos de forma independente.

Especialmente numa área que não é só música tradicional, mas também não é pop, ou seja "é um bocadinho de tudo", como diz Ana Laíns, com humor. "Não acredito que seja propositado, essa alegada falta de interesse, talvez seja apenas preguiça, mas tudo fica mais difícil e isso acaba por nos penalizar a outros níveis", atira, já mais a sério. Por exemplo, assinala, é difícil ser cabeça-de-cartaz em festivais: "Há muitos mais artistas como eu, mas somos sempre aqueles das letras pequeninas lá pelo meio ou, pior ainda, um dos "muitos mais", que já se tornou numa assim uma espécie de nome do meio".

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