Funeral de Olga Prats realiza-se na terça-feira

O funeral da pianista Olga Prats é terça-feira, pelas 15:00, no crematório de Cascais, em Alcabideche.

DN/Lusa
Comemoração dos 65 anos de carreira, em 2017, faz precisamente quatro anos este domingo© Funeral de Olga Prats realiza-se terça-feira

O velório da pianista Olga Prats realiza-se esta segunda-feira na igreja da Parede. O corpo estará na morgue entre as 19:00 e as 21:00 e o funeral será no dia seguinte. Terça-feira, pelas 15:00, iniciam-se as exéquias, seguindo o cortejo fúnebre para o crematório de Cascais, em Alcabideche.

Olga Prats morreu nesta sexta-feira, aos 82 anos, na sua casa na Parede, vítima de doença oncológica.

Começou a tocar piano aos seis anos e com 14 dava o seu primeiro recital, no Teatro Municipal de S. Luiz, em Lisboa.

Teve uma longa careira, 69 anos em que se dedicou ao piano, a inovar e a ensinar, tendo sido a primeira a divulgar o fado ao piano. Foi uma das fundadoras do Opus Ensemble, em 1980, e do ensemble de teatro musical Grupo ColecViva, em 1975.

Com uma carreira de 69 anos, Olga Prats foi a primeira pianista a tocar e a gravar o argentino Astor Piazzola em Portugal e a divulgar o fado ao piano, nomeadamente as partituras de finais do século XIX e primeiras décadas do século XX de compositores como Alexandre Rey Colaço ou Eduardo Burnay.

Maria Olga Douwens Prats, de seu nome completo, nasceu em Lisboa a 4 de novembro de 1938, fez o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional, que considerava como "a sua segunda casa", e onde tinham sido alunas a sua mãe e uma tia, e um bisavô professor.

Além de Fernando Lopes-Graça, foi também colaboradora próxima de outros compositores, como Constança Capdeville e Victorino d'Almeida. Todos lhe dedicaram peças e a pianista estreou várias composições suas.

Lecionou no Conservatório Nacional e na Escola Superior de Música de Lisboa até novembro de 2008, e foi uma das fundadoras do Opus Ensemble, em 1980, e do ensemble de teatro musical Grupo ColecViva, em 1975.

Em 2008, o Estado português reconhece a excecionalidade da sua carreira e o seu contributo para a Cultura portuguesa, tendo-a feito feita Comendadora da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.