Exclusivo A lei da cidade e a consciência do mal

Da produção cinematográfica do Irão continuam a chegar propostas de invulgar ousadia temática e energia narrativa: é agora o caso de A Lei de Teerão, um retrato contundente da ação da polícia face aos circuitos da droga, com assinatura do jovem Saeed Roustaee.

Para lá do ruído mediático das campanhas de super-heróis e afins, como vai o nosso conhecimento do "cinema do mundo"? Apesar dos desequilíbrios do mercado português, importa reconhecer que vamos tendo a possibilidade de descobrir alguns filmes de diversas origens geográficas e culturais: do Irão, por exemplo, em particular da sua chamada "nova vaga". A referência de Abbas Kiarostami (1940-2016) é, obviamente, incontornável, mas podemos citar também autores como Jafar Panahi, Majid Majidi ou Moshen Makhmalbaf. Entretanto, o nome de Asghar Farhadi tornou-se o mais conhecido junto das plateias de todo o mundo, já que realizou os dois únicos títulos iranianos que arrebataram o Óscar de melhor filme internacional: Uma Separação (2011) e O Vendedor (2016).

Pois bem, é altura de acrescentarmos a essa lista o nome de Saeed Roustaee. E com grande destaque: o seu filme A Lei de Teerão (2019), a partir de hoje em exibição, é um prodígio de encenação e vibração emocional, retratando a ação de um grupo de polícias contra o flagelo social das drogas. O título internacional - Just 6.5 - reflete a angústia de um diálogo entre esses polícias, avaliando a dimensão do flagelo. Ou seja: no Irão existem "apenas" 6,5 milhões de toxicodependentes.

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