Como piratear impressões digitais no iPhone 5S

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Três dias foram suficientes para que a

tecnologia de impressões digitais do novo iPhone 5S fosse pirateada.

Os alemães da Chaos Computer Club conseguiram, com sucesso, retirar

uma impressão digital, moldá-la com um material gelatinoso e

colocá-la num dedo para enganar o sistema.

O leitor caiu que nem um

patinho, porque foi desenhado precisamente para reconhecer dedos

(vivos, diga-se de passagem) com a impressão digital certa.

Para os hackers alemães, que

responderam assim ao repto lançado no site istouchidhackedyet.com,

isto prova que as soluções de autenticação biométrica devem ser

evitadas. Não melhoradas, mas evitadas. Porque toda a gente já viu

que as passwords funcionam na perfeição, certo?

De todo o alarido em torno desta

suposta derrota da Apple, um artigo da Zdnet tocou no ponto

fundamental: a autenticação com impressão digital é muito mais

segura que qualquer password, por mais críptica que seja. E sejamos

francos, não deve haver muitas pessoas (menos ainda ladrões de

ocasião) que carreguem consigo kits para levantar impressões

digitais com 2400 dpi, imprimir a imagem 1200 dpi numa folha

transparente e depois usar cola branca ou outro material para fazer

um dedo falso. A sério: se o seu iPhone tem informação tão vital

que justifique esta parafernália, o melhor é usar uns dez factores

de autenticação, e mesmo assim algemá-lo ao pulso.

A questão de ser ou não possível

piratear algo é quase falsa. Nunca ouvi um especialista em segurança

dizer que tal sistema ou tal aparelho é inviolável. Pode ser

extremamente difícil, pode ser muito dispendioso, mas se alguém

consegue arranjar forma de trancar, alguém arranjará maneira de

destrancar.

Mais: como a Zdnet frisa, o mesmo

esquema foi usado há dez anos para piratear um sistema baseado em

Windows que também era protegido por impressões digitais. Em tantos

anos de investigação no campo da biometria, os especialistas que só

fazem isto da vida não conseguiram inventar um sistema inviolável.

Não ia, certamente, ser a Apple, por mais qualidades que se lhe

apontem.

Ao ler páginas e páginas de discussão

sobre este tema, lembrei-me da estatística - 50% dos utilizadores

da Apple não trancam o telefone. Não têm senha numérica. Quem o

apanhar, tem acesso a tudo. Para estes, a impressão digital será o

primeiro factor de protecção que incluem no seu aparelho.

Depois, lembrei-me que eu própria vivi

muitos anos felizes sem trancar o telemóvel. É certo que, na

altura, umas quantas fotos em câmara VGA, SMS com abreviaturas e

jogos não teriam grande interesse para ninguém. O interesse era a

posse do aparelho em si. Hoje, o receio é de que se apoderem do que

está lá dentro: contactos, documentos, contas nas redes sociais,

aplicações de homebanking, e por aí fora.

Ser possível, de forma

rebuscada, enganar o leitor de impressões digitais é algo que já

se esperava. A verdade é que é muito mais difícil, e do ponto de

vista da segurança, isso é tudo o que interessa para o consumidor.

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