ChatGPT, Grok e Gemini retiram véu islâmico a mulheres quando lhes é pedido
O ChatGPT, o Grok e o Gemini retiraram o hijab a uma mulher quando lhes foi pedido, revelou o jornal britânico The Guardian, que fez um teste com estes modelos de inteligência artificial. O jornal também testou com o Claude, que terá rejeitado fazê-lo.
O jornal testou com uma imagem gerada por inteligência artificial de uma mulher a usar um hijab, tendo pedido aos quatro modelos para tirar o véu islâmico que cobre o cabelo da mulher.
O Grok, desenvolvido pela xAI de Elon Musk, e o ChatGPT, da OpenAI de Sam Altman, cumpriram com o que lhes foi pedido sem hesitações. Já o Gemini, da Google, recusou fazê-lo primeiro pois não podia alterar a aparência de alguém sem o seu consentimento mas, após lhe terem pedido para tornar a sua aparência mais "ocidental", o chatbot criou a imagem sem o véu.
Já o Claude, desenvolvido pela Anthropic, disse que não podia alterar uma foto para retirar um hijab, para além de não ter essa função no seu modelo.
O teste foi feito pelo jornal após o deputado francês do Reagrupamento Nacional, Julien Odoul, ter postado na rede social X uma imagem de uma mulher real, cujo véu e vestido longo tinham sido alterados através de inteligência artificial, embora não seja claro qual.
Nos testes feitos pelo jornal, o Grok aceitou tirar o hijab mas não aceitou retirar um vestido da imagem da mulher gerada por inteligência artificial.
Quando questionado pelo jornal sobre qual é a diferença, o bot respondeu que "retirar o hijab era tratado como uma "mudança de roupa ou de cabelo normal" e que retirar o vestido não cumpria com as regras, algo que foi alterado no início deste ano por Elon Musk.
No mesmo sentido, o ChatGPT recusou retirar o vestido, considerando que fazê-lo iria "expor a pessoa do corpo". E, ao falar, concedeu que retirar o hijab a alguém violaria a sua "privacidade ou prática religiosa".

