PEV/Lisboa pede esclarecimentos sobre abate de árvores no Palacete Leitão

Estarão em causa espécies como "um dragoeiro monumental, um freixo, um cipreste e alguns jacarandás e castanheiros da Índia"

Os deputados municipais do Partido Ecologista Os Verdes (PEV) questionaram a Câmara Municipal de Lisboa sobre o abate de algumas árvores no Palacete Leitão, na freguesia de Avenidas Novas, em Lisboa​,​​​​​​ no âmbito do projeto de reabilitação do edificado para dar lugar a uma unidade de cuidados continuados.

Segundo a nota enviada às redações, o PEV refere que o projeto de arquitetura prevê "o abate de importantes exemplares arbóreos como um dragoeiro monumental, um freixo, um cipreste e alguns jacarandás e castanheiros da Índia".

Por isso, os deputados municipais verdes consideram que a Câmara Municipal de Lisboa "deve pugnar pelo total cumprimento" da recomendação do PEV que determina que o município da capital "pugnasse para que os novos projetos urbanísticos integrassem e respeitassem o património arbóreo existente, não permitindo qualquer abate indiscriminado".

Os verdes também questionam executivo liderado por Fernando Medina (PS) sobre se a Câmara Municipal de Lisboa já se pronunciou sobre a reabilitação e se está a "ponderar a reavaliação do projeto para o Palacete Leitão de forma a permitir a preservação destas árvores".

O palacete situado na Rua Marquês da Fronteira, foi propriedade do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), esteve à venda por 18 milhões de euros em 2016, numa plataforma de compra de imóveis e vai ser convertido numa unidade de cuidados continuados.

Também está a ser construído um novo edifício nas imediações do palacete e o projeto já recebeu um parecer favorável condicionado da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O palacete em si vai ser restaurado e adaptado para integrar as áreas administrativas sociais e acolhimento do centro de cuidados para idosos, segundo a projeto de arquitetura.

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