Palacete Leitão em Lisboa vai ser unidade de cuidados continuados

Imóvel perto do Palácio da Justiça chegou a ser do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas

O palacete na Rua Marquês da Fronteira, na freguesia de Avenidas Novas, em Lisboa, que chegou a ser propriedade do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), esteve à venda por 18 milhões de euros em 2016, numa plataforma de compra de imóveis e vai ser convertido numa unidade de cuidados continuados. Vai ainda ser construído um novo edifício nas imediações do palacete e o projeto já recebeu um parecer favorável condicionado da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O Palacete Leitão, que começou a ser construído em 1904 por encomenda do então joalheiro da monarquia portuguesa José Pinto Leitão, vai ser intervencionado nos espaços exteriores. De acordo com o documento, a que o DN teve acesso, em agosto o imóvel foi alvo de "diversas reformulações e mudança de proprietários ao longo do tempo" e sofreu as "alterações mais marcantes" na década de 70, quando transitou para o SBSI.

No final da década de 70 foi construído um edificado que comprometeu a visibilidade e "perceção do palacete ao nível da rua e a sua relação com os espaços exteriores", refere o documento, e que vai agora ser demolido.

A proposta de intervenção no espaço, que já contempla um parecer favorável condicionado da DGPC, propõe a "demolição de todas as construções envolventes" ao palacete, a "criação reinterpretada de todo o jardim de entrada" e a "reposição da sua visibilidade". Os jardins em torno do palacete vão ser reabilitados "de forma equilibrada", de modo a que "os espaços exteriores tenham uma imagem de jardim contemporâneo baseado na reinterpretação do desenho original desenvolvido para os espaços exteriores", dá conta o documento.

O novo edifício, que vai ser construído "junto à entrada", elevando-se num "desenvolvimento em 'L' lateralmente e no tardoz do palacete", vai ser uma "ala em que se concentrarão os quartos e áreas assistenciais" da unidade de cuidados continuados. O edificado vai ter três pisos, "nunca ultrapassando a altura máxima" do palacete, assegura a informação disponível no documento.

Quanto ao palacete em si, vai ser "objeto de conservação, restauro e adaptação à nova função, integrando as áreas administrativas sociais e de acolhimento" do centro de cuidados para idosos. A requalificação do imóvel também vai criar um estacionamento subterrâneo com 58 lugares e que vai ser "garantido por um piso em cave sob a nova edificação com acesso autónomo pelo exterior da propriedade".

O parecer feito pela Direção-Geral do Património Cultural, que o DN também consultou, vinca que o "estacionamento no subsolo não deverá afetar o equilíbrio hidrogeológico do local", ou seja, as obras não podem afetar o lençol freático comum ao jardim do Palacete Leitão e ao parque do Palacete Mendonça.

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