Hasta pública de terrenos de Entrecampos adiada para dia 23

A informação foi avançada esta sexta-feira pelo presidente da câmara.

A hasta pública dos terrenos de Entrecampos, a antiga Feira Popular, foi adiada para dia 23, disse Fernando Medina esta sexta-feira, em conferência de imprensa.

A câmara municipal de Lisboa vai continuar a receber propostas pelos terrenos da antiga Feira Popular até ao dia 22, às 17.00.

Fernando Medina respondeu ontem às questões colocadas pela procuradora Elisabete Matos do Ministério Público (MP). São 14 páginas de respostas.

"Prorrogamos para que o Ministério Público possa ter o tempo adequado para analisar uma matéria complexa e averiguar as respostas que o município deu", disse Fernando Medina na conferência de imprensa.

A decisão de divulgar as respostas tem a ver "com a transparência do processo e para possibilitar que os investidores não tenham dúvidas sobre a operação integrada de Entrecampos".

Venda pode render cerca de 180 milhões

Segunda-feira, dia 12, era o dia previsto para o leilão destes terrenos.

A venda dos terrenos de Entrecampos deverá render cerca de 180 milhões de euros à câmara municipal de Lisboa. com o qual o executivo camarário conta para o aumento do orçamento. O aumento de 7,9% (de 1099 milhões de euros para 1187) é suportado pela venda deste terreno em lotes, o previsível aumento na cobrança de impostos e a subida da taxa turística (de um euro para dois, por noite).

"Esta é uma operação essencial para a cidade", frisou o presidente da câmara durante a conferência de imprensa. "Vai permitir resolver um problema que existe há muitos anos na zona de Entrecampos", defendeu Medina.

Questionado pelo DN sobre o número de propostas para a hasta pública já recebidas, Fernando Medina disse que a câmara já "recebeu várias manifestações de interesse de mais de uma dezena de entidades e apresentadas mais de uma centena de questões à câmara". "Queremos assegurar que não haja dúvidas e que tudo será esclarecido", acrescentou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

CPLP

Do ciclone às dívidas ocultas: as quatro tragédias de Moçambique

Ciclone Idai, escândalo das dívidas ocultas, conflito com grupos armados no norte e reconciliação lenta e pouco suave entre a Frelimo (no poder) e a Renamo (maior partido da oposição) marcam a realidade de Moçambique, país da CPLP com 29,7 milhões de habitantes que tem eleições gerais marcadas para 15 de outubro.