O Bloco de Esquerda confirmou este sábado a ex-coordenadora do partido, Catarina Martins, como cabeça de lista às eleições europeias, logo seguida pelo atual eurodeputado José Gusmão. O partido divulgou a lista dos 21 nomes bloquistas que se candidatam ao Parlamento Europeu junto com o "manifesto eleitoral" que vão levar para estas eleições, disputadas a 9 de junho. .No documento, antes de qualquer outra ideia, surge a promessa clara de lutar "por uma Europa ecológica, justa, solidária, feminista, aberta ao mundo e de paz", uma ideia que é corroborada pelos nomes que surgem na lista a candidatos a eurodeputados..Neste elenco bloquista, logo a seguir a Catarina Martins e José Gusmão, surge Anabela Rodrigues, que neste momento já substitui Marisa Matias no Parlamento Europeu. Na verdade, Anabela Rodrigues é a primeira mulher negra portuguesa a assumir o cargo de eurodeputada, o que é coerente com a missiva do partido para este sufrágio..Outo nome que não contrasta com o manifesto bloquista é o de Paula Cosme Pinto, consultora de comunicação e ativista feminista, que ocupa o quinto lugar da lista..No fim da lista, antes dos suplentes, o histórico antigo deputado do BE, José Manuel Pureza, de 65 anos, professor catedrático de relações internacionais, fica com o 21.º lugar, numa posição em que dificilmente será eleito.."Europa por ti".O manifesto do BE para as europeias foi divulgado este sábado depois de uma reunião da Mesa Nacional do partido, o órgão máximo entre convenções. .Sob o título "Europa por ti", o documento é dividido por 18 subtítulos que mostram ao que os bloquistas vêm, com mensagens sobre o clima, a habitação, a paz na Ucrânia e a autonomia da Palestina..No que diz respeito à habitação, o BE propõe para a Europa o mesmo que defende no Parlamento Nacional. Entre a proposta de estabelecer "novas regras europeias que considerem a habitação como direito fundamental e não como ativo financeiro", o BE quer proibir "vistos gold" e criar "limitações no arrendamento de curta duração", assim como a "obrigatoriedade de registo de imóveis vazios, imposição de regras de transparência nas transações imobiliárias e carteiras de fundos de investimento e consideração da proteção da morada"..Na secção dedicada à paz, o Bloco defende que "a União Europeia deve assumir a responsabilidade internacional do diálogo multilateral para a paz, solidariedade e para o respeito pela autodeterminação dos povos", o que leva ao pedido de "apoio à Palestina", assim como "a suspensão do acordo de associação com Israel e o embargo de armas".