PJ terá detetado sinais de "abuso de poder" e "descaminho" no caso do atrelado à guarda do empreiteiro  João Carvalho
FOTO: Leonardo Negrão

PJ terá detetado sinais de "abuso de poder" e "descaminho" no caso do atrelado à guarda do empreiteiro João Carvalho

Dados transmitidos ao procurador‑geral da República levaram à abertura imediata de um inquérito.
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A Polícia Judiciária (PJ) terá recolhido indícios de abuso de poder e de descaminho na entrega de um atrelado que acabou na posse de um empreiteiro ligado ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, levando o procurador‑geral da República a ordenar a abertura imediata de um inquérito, avança o Expresso.

As primeiras conclusões preliminares da PJ não convenceram os investigadores de que a transferência do bem cumpriu todas as regras, segundo o mesmo jornal.

O atrelado, descrito como uma "galera" apreendida num processo de tráfico de droga, estava armazenado num terreno da Autoridade Marítima onde a PJ guarda embarcações. No interior foram encontrados milhares de litros de acetona destinados, alegadamente, à produção de estupefacientes.

O Expresso cita que "este veículo, que tem de ser atrelado a um camião para se poder deslocar, estava num terreno da Autoridade Marítima onde a PJ costuma guardar lanchas e outras embarcações. Dentro dele estavam milhares de litros de acetona que seriam usados para fabricar droga, e terá sido por isso que a Marinha solicitou à PJ que deslocasse o atrelado".

A investigação preliminar afasta a hipótese de furto por parte do empreiteiro João Carvalho e centrou‑se em averiguar quem autorizou e por que motivo o atrelado foi deslocado.

Em comunicado de 17 de julho, a Polícia Judiciária esclareceu, que só tomou conhecimento do deslocamento a 14 de julho e que decidiu imediatamente "a instauração de um inquérito para apurar as circunstâncias da alegada movimentação, que poderia confirmar a prática de ilícitos criminosos".

Ainda de acordo com o Expresso, o ministro ainda não foi ouvido neste processo.

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Luís Neves desagradado com comunicado da PJ. Ministro vai alegar que entrega do atrelado está documentada
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