Teatro Virgínia celebra 60 anos com programa "especial"

O Teatro Virgínia, em Torres Novas, vai ter, na última temporada do ano, um "programa especial" para assinalar os 60 anos do atual edifício e uma programação que inclui nomes como Sérgio Godinho, GNR e Wim Mertens.

Apresentada hoje em conferência de imprensa, a programação até ao final do ano do Teatro Virgínia (TV) é marcada pelas comemorações de duas datas - da inauguração do edifício, em 27 de outubro de 1956, e da sua remodelação, em 13 de outubro de 2005 -, evocando a atriz que lhe deu o nome, e pela continuação na aposta por um conjunto de espetáculos que tornam este espaço cultural "uma referência nacional".

O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, disse à Lusa que é "com entusiasmo" que o município celebra um espaço que faz parte das memórias dos torrejanos e que se tornou incontornável na estratégia de tornar Torres Novas uma "cidade de excelência".

Com o concerto final do Estágio para Jovens Instrumentistas Torrejanos, promovido pelo Choral Phydellius e dirigido pelo maestro Pedro Neves, a marcar, no próximo sábado, o arranque da temporada, o mês de setembro trará ao Virgínia mais uma edição, a oitava, do Festival Materiais Diversos, que arranca dia 15 com espetáculos que vão passar, até dia 24, por Minde, Alcanena e Torres Novas.

Pelo Virgínia passarão os espetáculos de dança Projecto Espiões, de Filipa Francisco (dia 17), Boca Muralha, de Catarina Miranda (dia 22) e La Esclava, de Ayelen Parolin e Lisi Estaràs (dia 24).

A 1 de outubro, Sérgio Godinho apresenta o espetáculo Liberdade, a partir de uma canção composta em 1974 para o álbum À Queima Roupa, estando marcada para 29 de outubro a atuação dos GNR, com Afectivamente, numa vertente "mais acústica e de grande proximidade com o público".

Wim Mertens apresenta, a 5 de novembro Dust of Truths, a parte final do tríptico da musi-ficção Cranaux Oeufs (2015-2016), num espetáculo que antecede os que estão agendados para os dias seguintes no Porto e em Lisboa.

O Café Concerto do Virgínia reabre a 12 de novembro com a atuação dos TGB e o seu Evil Things, o segundo álbum do grupo editado pela portuguesa Clean Feed.

A 10 de dezembro, o Harlem Gospel Choir apresenta "o concerto de Natal mais emblemático da música norte-americana, incluindo este ano a reinterpretação de algumas músicas de Adele".

Além da música, o programa do Virgínia inclui teatro, estando marcada para 15 de outubro a exibição da peça Um Inimigo do Povo, dirigida por Tónan Quito a partir da obra de Henrik Ibsen, estreando-se a 3 de novembro o grupo de teatro de adultos (homens e mulheres, dos 58 aos 81 anos) do Teatro Virgínia, ao fim de nove meses de trabalho, com Memento.

A 3 de dezembro, o Crinabel Teatro, "um projeto pioneiro no país e raro a nível internacional na divulgação e estudo das implicações da arte junto da pessoa portadora de deficiência", apresenta "Uma menina está perdida no seu século à procura do pai".

No trabalho com os públicos mais jovens, o Lab Criativo apresenta espetáculos e "ações desafiantes" como O Museu da Existência, da Amarelo Silvestre (a 18 e 19 de novembro) ou Descobridores, pelo grupo Teatro e Marionetas de Mandrágora (de 24 a 26 de novembro).

Outubro sinaliza as datas marcantes do TV com uma "viagem à memória" dos torrejanos, através de uma matiné dançante com Os Gringos, da exposição Estreia, sobre a atriz Virgínia, no Museu Carlos Reis, e de um "filme-concerto", em que são os espectadores a escolher os filmes.

O atual edifício do Teatro Virgínia foi projetado pelo arquiteto Fernando Schiapa de Campos, tendo sido inaugurado a 27 de outubro de 1956 com a peça As meninas da Fonte da Bica. Alvo de "grande remodelação", que passou pela dotação com meios técnicos, acústicos e de conforto, reabriu em 13 de outubro de 2005.

Os bilhetes para a temporada estão à venda a partir de terça-feira, na bilheteira do teatro e online.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG