Museu de Arte Popular deve reabrir até ao final do ano

Depois de umas "obras indispensáveis", o Museu de Arte Popular deve reabrir até ao final do ano com a exposição Da Fotografia ao Azulejo

"O programa não está fechado, mas a ideia é reabri-lo", diz a diretora-geral do Património Cultural, em entrevista ao DN, sobre o Museu de Arte Popular, em Lisboa. "Vamos fazer obras de conservação indispensáveis e a nossa ideia é, ainda este ano, abrir com uma exposição que está agora em Madrid", diz Paula Araújo da Silva, sobre o que se poderá ver no museu à beira-rio, encerrado em 2006 e reaberto em 2010, já sob responsabilidade do Museu Nacional de Etnologia (MNE).

O MNE conserva o acervo do museu construído para a exposição do Mundo Português em 1940. No futuro, segundo Paula Araújo da Silva, as exposições de Etnologia poderão ter extensões no Museu de Arte Popular, numa estratégia de dinamização deste espaço.

É justamente no Museu Nacional de Etnologia, amanhã, às 18.00, que se fará abertura oficial das Jornadas Europeias do Património, que se realizam este fim de semana e são este ano dedicadas ao tema Comunidades e Culturas. Fazê-lo neste local é também, explica a diretora-geral do Património Cultural em entrevista ao DN, uma chamada de atenção para o museu, no eixo Belém-Ajuda.

"Queremos que seja mais visitado", sublinha. "É absolutamente excecional, com umas coleções muito boas, mas não tão atrativas. Temos de o tornar mais atrativo", afirma a diretora-geral do Património Cultural. Uma das missões do serviço que dirige é "aumentar a oferta para tirar a pressão da Torre de Belém e dos Jerónimos."

Liderado por Paulo Costa há pouco mais de um ano, o museu faz coincidir com a abertura das Jornadas Europeias do Património, esta sexta-feira, a apresentação pública da reedição do livro Arquitetura Timorense, de Ruy Cinatti, Leopoldo de Almeida e António de Sousa Mendes, e a inauguração da exposição Arquitetura Timorense: miniaturas do mundo, a partir do livro e das suas repercussões.

Na programação prevista do Museu Nacional de Etnologia (MNE) está uma exposição que faz dialogar as peças selecionadas pelo designer britânico Jasper Morrison para o livro The Hard Life e as suas fotografias, como avançou Paulo Costa ao DN.

Aquela que reabrirá o MAP, encerrado desde 2007, chama-se Da Fotografia ao Azulejo e "é uma comparação dos azulejos que se faziam no início do século passado, de reprodução de cenas da vida rural, comparadas com as fotografias da mesma altura", precisa Paula Araújo da Silva. Foi mostrada pela primeira vez no âmbito da Mostra Espanha 2015 no Museu Soares dos Reis, no Porto.

O Museu Nacional de Etnologia, aberto ao público desde os anos 80, recebeu 15 397 visitantes em 2015, e quase doze mil até ao final do mês de agosto. Já o Museu de Arte Popular, de entrada gratuita desde 2013, registou 15 354 entradas em 2015 e 12 249 até agosto.

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