Mão Morta & Remix Ensemble, Josephine Foster e JP Simões em Coimbra

Acresce ainda o teatro, com Maria Rueff, a dança, com Aldara Bizarro, e uma feira do livro infantil. De sexta-feira a domingo, o Convento São Francisco abre as suas portas

Mão Morta com o Remix Ensemble da Casa da Música, Josephine Foster, JP Simões, uma produção do Teatro Meridional ou a dança de Aldara Bizarro assinalam o fim de semana de portas abertas do Convento São Francisco, em Coimbra

Sexta-feira, sábado e domingo, o novo espaço de cultura e congressos de Coimbra convida a cidade e a região a uma descoberta do Convento: "É uma experiência para vivenciar o Convento, habitá-lo, tomá-lo como seu", assinala a nota informativa da programação.

"Queremos que as pessoas se apropriem do espaço, que vão conhecendo as salas enquanto ouvem música, veem dança. Há toda uma relação entre o espaço e as artes. É importante que tudo isto contribua para o desenvolvimento pessoal de cada pessoa. Serão momentos especiais e experiências únicas", resume João Aidos, o consultor programático e cultural do Convento São Francisco.

Destinado a todas as faixas etárias, o programa começa na sexta-feira, às 21:30, no auditório, com a peça António e Maria, do Teatro Meridional, "uma procura, uma surpresa, um monólogo múltiplo de mulheres", com Maria Rueff, baseado em textos de António Lobo Antunes.

"Vozes mutantes num corpo iluminado. Um exercício, por assim dizer, de doméstico sublime. Aproveitando uma lição simples do escritor para a vida toda: Espreitar para dentro de uma bota porque às vezes há coisas. O objetivo foi partir do grande e profundo universo literário de António Lobo Antunes, com adaptação e escrita para cena de Rui Cardoso Martins, identificando um conjunto de personagens cujas vozes são quase corpóreas e cuja identidade é pertença de uma matriz lusitana".

No sábado, Aldara Bizarro (na sexta-feira apenas para escolas) apresenta uma obra que leva o espetador a "questionar os Descobrimentos".

"É uma aula através da dança contemporânea. Uma reflexão bastante atual sobre quem somos nós neste país tão pequeno da Europa", assinala Aidos.

Neste dia pode ainda destacar-se o "Nana Nana" (Carla Galvão e Fernando Mota), um "espetáculo sensorial, uma performance plástico-sonora para bebés".

Em parceria com a editora Bruaá, as famílias podem ainda, ao longo do fim de semana, aproveitar uma feira do livro, ateliês e oficinas sobre o Livro Infantil e a Ilustração.

O espetáculo Photomaton, de Fernando Mota, às 11:00 e às 16:00, e a música de Benjamin, no sábado, às 16:00, são outros destaques da programação.

O dia de sábado termina com o improvável encontro da banda de Adolfo Luxúria Canibal com o Remix Ensemble da Casa da Música do Porto.

Ainda antes deste ponto alto, a norte-americana Josephine Foster, que se distingue na folk art, apresenta-se em Coimbra, às 18:00.

JP Simões, no domingo, encerra o fim de semana de portas abertas do Convento São Francisco, iniciativa que terá ainda a participação de Joana Guerra (voz e violoncelo), a estreia do documentário "Fio", que trabalha sobre a memória deste antigo convento que foi fábrica de lanifícios, as "Histórias Suspensas", pelo Radar 360, ou a exposição "Delta", de Olivier Ratsi.

O Convento São Francisco, investimento aproximado de 42 milhões de euros, reabriu no passado fim de semana, com três espetáculos da peça Dos Bichos, pela companhia O Bando.

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