"Cada um viverá a Festa do Outono de Serralves como entender"

Edição do ano passado da Festa do Outono, Serralves

A festa começa amanhã: durante dois dias, o parque abre-se a uma programação (gratuita) que vai da música a uma gincana

É uma festa que celebra a chegada da nova estação, que começa com o equinócio de hoje. O parque da Fundação Serralves, no Porto, veste-se de outono amanhã e domingo, e abre as suas portas gratuitamente para uma programação, das 10.00 às 19.00, de música, dança, teatro, artes e ofícios, ou até de visita aos animais: dos habitantes do Parque, como a rã-verde e o sapo-parteiro-comum, até a outros que vêm para a Festa do Outono, como o burro de miranda ou o cavalo lusitano.

Rui Costa, diretor de programas especiais de Serralves, explica que a unidade da vasta programação se faz em torno da ideia da "preservação do meio ambiente e o conhecimento de práticas ancestrais" acompanhado, a toda a linha, por uma relação "à contemporaneidade". A caminho da nona edição da Festa do Outono, Rui diz que nestes dias o "ambiente é muito relaxado, as pessoas têm um contacto privilegiado com o parque, com a quinta... Podem simplesmente estar, passear, assistir a concertos... Cada um viverá [a Festa] como entender."

Pedimos-lhe que trace uma sugestão para uma família - a quem esta festa é "destinada em particular", explica. Anui, e começa logo por sábado. "Quem vier pelo final da manhã terá A Floresta, teatro e marionetas de Mandrágora, [na Clareira da Presa]; depois, a peça de dança do meio-dia, Uma Bailarina Espe(ta)cular [da companhia de dança de Matosinhos, também na Clareira da Presa]. No prado, poderá participar nas oficinas, e nas artes e ofícios. À hora de almoço, o cante alentejano [Cante - Uma viagem através do cante alentejano, pelos Cantadores do Desassossego]; ao início da tarde, as guitarras [o duo Royal Bermuda, no prado]."

Quanto às artes e ofícios, há um pouco de tudo para quem quiser ser artífice por um dia. Do buinho, que será ensinado e orientado pelo Mestre Manuel Pica, à cerâmica, orientada pela Fundação Castro Alves, cestaria, tinturaria natural, tecelagem manual, ou azulejaria. As crianças também têm as suas oficinas, como a Livros com cheiro a Outono, com pinturas e carimbos, ou Bordar sem parar!

Entretanto, não se assuste se vir marionetas de grande dimensão entre o caminho da presa e o prado. É a Companhia PIA e o seu novo espetáculo, Entremundos, que propõe uma viagem ao mundo vicentino. Na música, além das guitarras de Royal Bermuda ou o Cante, há ainda Sopa de Pedra, o grupo vocal feminino que canta a capella um reportório tradicional que vai das baladas dos Açores às canções das adufeiras da Beira Baixa. Outra sugestão, esta vinda de longe, é o bangladeshiano Mostafa Anwar Swapan, com as suas voz, tambura, sítar e harmónio, acompanhado dos portugueses Luís Vicente e Marco Franco, no prado. Há ainda contadores de histórias, com Está na hora, vamos embora, no Parque de Verdes, aulas sobre o burro de Miranda, gincanas de sacos, em Cangurus saltitões, ou percursos pelos parques.

Parte das sessões repete-se. Trace o seu plano ou deambule por Serralves. No ano passado, foram 50 mil as pessoas que o fizeram nesta festa.

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